Homília de D. Manuel Felício


D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, presidiu a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, na Sé da Guarda, no dia 12 de Junho. Durante a homília referiu:
“Nesta Jornada mundial de Oração pela santificação dos sacerdotes, a Palavra de Deus, na carta aos Efésios, fala-nos do grande mistério da presença de Deus em nós. E esta certeza da Fé que conduz o Apóstolo Paulo a dobrar o joelho diante de Deus Pai, de quem deriva toda a paternidade que existe no céu e na terra. E o mistério prolonga-se no dom do Espírito Santo que continua a fortificar-nos e a criar em nós o homem interior, onde o próprio Cristo vivo e ressuscitado habita. Queremos que este dia de oração pela santificação dos sacerdotes nos ajude a viver cada vez mais enraizados na caridade e assim podermos crescer na capacidade para compreender o amor que ultrapassa todo o conhecimento. O que está em causa é deixarmo-nos saciar totalmente pela plenitude de Deus que habita em nós.
É este o caminho que é proposto a todos os discípulos de Cristo para mergulharem sempre mais no amor infinito de Deus que o sagrado Coração de Jesus simbolicamente traduz para toda a Igreja e para o próprio mundo.
Aos sacerdotes, a quem o Senhor dá o encargo de distribuir os bens da Sua Bondade e misericórdia infinita, pede-se com mais razão esta abertura do coração ao dom de Deus revelado na pessoa de Cristo.
Jesus cristo é, de facto, a presença viva no meio de nós do amor surpreendente de deus Pai; esse Deus Pai que acompanhou o seu Povo, em todas as circunstâncias mesmo as mais adversas.
Mas a expressão mais acabada do amor sem limites de Deus pela Humanidade está expressa na entrega do seu Filho único Jesus até à morte, e morte na cruz. Está aqui a maior prova do amor de Deus. E, como se tal não bastasse, do lado aberto de Jesus sai sangre e água, símbolos da Igreja e dos Sacramentos por onde passam a abundância da misericórdia de Deus e os rios de água viva que a todos fortificam e alimentam na caminhada para Deus.
Irmãs e irmãos, quando preparamos a abertura de um jubileu extraordinário sobre a misericórdia, queremos parar diante deste manancial de perdão, de misericórdia e de água viva que brotam do lado de Cristo. Vamos ser todos convidados a aproveitar este Jubileu para saborearmos, nas nossas famílias, nas nossas comunidades, a grandeza do perdão e de misericórdia de Deus.
Preparemo-nos, desde já, para nos deixarmos enriquecer pelos dons de Deus neste ano jubilar.
Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai. É assim que começa a bula de proclamação do Jubileu extraordinário da misericórdia.
Agradecemos desde já ao Senhor a oportunidade que nos vai ser dada para, de 8 de Dezembro deste ano até ao final de Novembro de 2016, experimentarmos a abundância de passagem do amor misericordioso de Deus pelas nossas vidas, colaborando nos programas que nos vão ser propostos”.