Diocese da Guarda

‘Vigilantes na Fé e na Esperança’ é título da Carta Pastoral que bispo da Guarda publicou para 2020 e 2021, reflectindo sobre as consequências que a pandemia está a provocar, ao mesmo tempo que convida a procurar “novos caminhos” para “superar a crise” e “aprofundar a fé”.“Os planos de Deus muitas vezes não coincidem com os nossos planos ou, pelo menos, pedem realizações diferentes daquelas que nós projectámos. E isso e o que esta a acontecer connosco nestes tempos da pandemia, o que nos obriga, primeiro, a parar para repensar o que projectámos e, depois, a procurar novos caminhos, mais ajustados às situações que estão em permanente e rápida mudança”, escreve D. Manuel Felício, numa carta com data de 29 de Novembro, I Domingo do Advento.O Bispo da Guarda afirma que importa encontrar os “sinais de Deus” que se reconhecem “dentro e fora da Igreja”, procurando, dessa forma, caminhos novos para uma “realização pessoal e para a construção das comunidades”, apontando os sinais como “indicadores do que deve ser uma vida em sociedade, cada vez mais digna”.D. Manuel Felício foca “outras pandemias” que a Covid-19 “trouxe à luz do dia”, e que a “falta de vigilância” impedia de identificar e combater: “A crise da vida; a crise da família; a crise da protecção social, que teima em não dar a devida atenção aos mais vulneráveis; a crise no uso dos bens materiais, que não pode resumir-se, como muito frequentemente acontece, ao ritmo da produção e do consumo, mas tem de saber sujeitar-se a grande prioridade que e o bem total de cada pessoa e o Bem comum; a crise da solidariedade e da organização do trabalho; a crise da saúde, a que agora estamos especialmente sensíveis pela conjuntura que nos afecta”.Considera que é a hora para a diocese “no conjunto das suas paróquias, grupos de paróquias, arciprestados, serviços e movimentos apostólicos”, reforçar o compromisso “na procura conjunta da nova normalidade que a pandemia e as muitas crises a ela associadas estão a impor”, através “dos serviços de caridade organizada” já existentes ou outros grupos.D. Manuel Felício manifesta ainda preocupação com a formação das crianças e dos jovens, cujos espaços catequéticos têm estado “muito afectados pela pandemia”.Na área da formação, D. Manuel Felício enaltece o compromisso dos pais “no processo da catequese dos filhos”.Decorrido um ano desde que foi definido o plano pastoral da diocese da Guarda, para o triénio 2019-2022, D. Manuel Felício indica que “muitas actividades foram programadas e não se puderam realizar”, mas convida “todos os serviços diocesanos de pastoral a se manterem vigilantes, em constante diálogo com os párocos, para discernir as iniciativas que podem e devem ser desenvolvidas, em cada momento”.D. Manuel Felício explica que para o presente ano pastoral não se apresentará uma “calendário de actividades pastorais programadas e definidas para se realizarem em lugares e tempos predeterminados” e pede aos serviços diocesanos que se mantenham atentos em relação às actividades “particularmente as que foram programadas para a pastoral juvenil e para a pastoral familiar”.O bispo da Guarda sublinha ainda na Carta Pastoral, apresentada em tempo de Advento, que com uma celebração diferente, “o acontecimento do Natal permanece”.