Sexta-feira Santa

“Sentimos a especial urgência de acompanhar as pessoas nas horas de sofrimento e sobretudo no momento único da sua morte”, disse o Bispo da Guarda, durante a celebração da Paixão do Senhor, na Sé da Guarda. E acrescentou: “Esse acompanhamento pede-nos, primeiro que tudo, uma atitude de proximidade e empatia, para nos colocarmos no lugar do outro, sentindo o seu sofrimento e a sua dor”. D. Manuel Felício reflectiu sobre a necessidade de “humanização” do final de vida, “particularmente neste tempo de crise em que a morte volta a fazer-se presente na esfera pública”.No dia da comemoração da Morte de Cristo, D. Manuel Felício lembrou “quem morre longe dos seus familiares. “Fazemos uma prece especial por todos os que, particularmente nestes dias, morrem na solidão, longe dos entes queridos, sem terem por perto quem os acompanhe e os ajude a dar sentido ao momento mais decisivo da sua própria vida”, disse.Na homilia de Sexta-feira Santa, o Bispo da Guarda recordou o estado de emergência que se vive em Portugal, com a suspensão das celebrações comunitárias.“Compreendemos que as pessoas fiquem assustadas diante do sofrimento e das muitas limitações que diariamente experimentamos e que o susto aumente quando se trata de encarar o enigma da morte”, assinalou o Bispo da Guarda.