Homília de D. Manuel Felício na Missa de Quarta Feira de Cinzas


Na homilia da Missa de Quarta Feira de Cinzas, D. Manuel Felício deixou algumas orientações para a vivência do tempo de Quaresma. “Estes quarenta dias hão-de ser aproveitados por todos e cada um de nós e também pelas nossas comunidades para crescermos na consciência das responsabilidades ligadas ao nosso Baptismo”, disse o Bispo da Guarda.
Lembrou o “programa pessoal”, que cada um é convidado a fazer, onde devem estar as grandes orientações dadas pela Igreja, nomeadamente a partilha de bens, a oração e o jejum.
Explicou que “sempre a esmola foi recomendada pela mãe Igreja aos seus filhos e às pessoas em geral como sendo um bom instrumento da conversão pessoal e da reconciliação com os irmãos”. E acrescentou: “A construção da vida comunitária, valor fundamental para as pessoas de todas as condições ganha sempre e muito com o reforço de partilha de bens entre todos”.
Sobre a oração disse que “não é repetição de palavras e fórmulas, mas sim relação pessoal com Deus”. Disse que a “assembleia dominical com Eucaristia” é o grande momento para a vida pessoal dos baptizados. E adiantou: “Esta é contributo decisivo para que a relação pessoal com Deus seja vivida com pleno acerto e para que possamos escutar sempre de novo a novidade e as surpresas de Deus que são contínuas”.
“Também o jejum há-de ter o seu lugar na nossa vida e com o jejum a abstinência”, disse D. Manuel Felício. Explicou que “o nosso coração tem de estar sempre em Deus e nunca amarrado às realidades materiais de que precisamos para viver conjuntamente com todos os nossos companheiros de viagem, a caminho da pátria para a qual o criador nos chama”.
O Bispo da Guarda lembrou ainda que “o nosso programa pessoal e comunitário da Quaresma está também marcado pelas opções que desejámos fazer, em toda a nossa diocese, para este ano pastoral”. E precisou: “Pretendemos, neste ano pastoral 2014-15, partir da Dei Verbum do Concílio Vaticano II para repensar as nossas formas de fazer evangelização e catequese”, com especial destaque para “a catequese da infância e adolescência”.
D. Manuel Felício lembrou que, para os adultos, a Diocese da Guarda “tem publicados os cadernos de orientação e recolha de dados, que serão muito importantes na hora de querermos definir as opções pastorais para a nossa diocese no futuro próximo”. E acrescentou: “Um bom exercício quaresmal será aprofundar estes cadernos e dar as respostas que eles pedem”.
O Prelado lembrou também que ainda está a decorrer o período de tempo para que as pessoas possam responder “às perguntas levadas a debate público e cujas respostas são importantes para a preparação do próximo Sínodo sobre a Família”.