Bispo da Guarda alerta para o problema do isolamento e da solidão

 “O problema do isolamento existe e a solidão também e a pandemia veio aumentar este problema”, disse o Bispo da Guarda, no final da apresentação da Mensagem de Natal. Na resposta a este problema, D. Manuel Felício congratulou-se com a iniciativa do Comando Distrital da GNR, que criou um serviço de teleassistência para as pessoas que se encontram sozinhas. Na conversa com os jornalistas, no dia 11 de Dezembro, na Casa Episcopal, D. Manuel Felício afirmou a obrigação de “cuidar uns dos outros”.Perante o aumento de pedidos de ajuda o bispo da Guarda reconhece a generosidade das pessoas e indica que a solidariedade “é decisiva no caminho para a plena inclusão”. “Na Covilhã, há uma procura três vezes superior e na Cáritas dobrou a procura de bens de primeira necessidade, vestuário e alimentos”, sublinhou.D. Manuel Felício pediu também para os diocesanos não se afastarem dos reclusos que cumprem pena nos quatro estabelecimentos prisionais da região, falando de uma “responsabilidade da sociedade” em ajudar a fazer do tempo de reclusão “tempo de recuperação e não de aumento de traumas”.“Há quatro estabelecimentos prisionais cujos reclusos estão impedidos de ter visitas há muito tempo. Espero que antes do Natal possa ir a cada um deles deixar uma mensagem dirigida aos que estão em liberdade limitada mas também às famílias e à sociedade”, indicou.O Bispo da Guarda espera que a pandemia não “afaste as pessoas da solidariedade”, tendo já deixado marcas na formação na fé.“Somos desafiados à inovação e criatividade. Os responsáveis pelas comunidades têm uma exigência: as famílias estão menos connosco, mas temos de as assistir, propondo caminhos de aprofundamento de fé e valores a transportar, momentos de oração e formação, sem esperar que venham ao nosso encontro”.O bispo da Guarda espera que “este Natal” e com a “reorganização diocesana em curso”, possa ser uma oportunidade para “reforçar a proximidade entre as pessoas” na diocese e “estimular a comunhão entre as comunidades”.“Estamos convencidos de que este é um processo que em muito contribuirá para desfazer solidões e promover a desejada plena inclusão. Dele faz parte a partilha que o Natal recomenda: partilha de bens materiais, mas igualmente de valores pessoais, de saberes e do próprio tempo”, sublinha.Com o “plano trienal” diocesano focado nas famílias e nos jovens, D. Manuel Felício pediu “redobrado empenho no exercício da vocação de defesa e promoção do amor e da vida”, combatendo “isolamentos e abandonos”.“Aos nossos jovens, que preparam, com entusiasmo e em jeito de missão, a próxima Jornada Mundial da Juventude, queremos dizer que, sem a sua participação activa, nunca poderemos chegar à desejada renovação da Diocese”, indicou.