A caminho do centenário de Ordenação Sacerdotal


Na homília da Missa do último Domingo, o Bispo da Guarda destacou o trabalho do Monsenhor Alves Brás fundador da Obra de Santa Zita, Instituto Secular das Cooperadoras da Família, Centros de Cooperação Familiar e Movimento por um Lar Cristão.
A Família Blasiana esteve na Guarda, no último Domingo, 19 de Março, para revisitar as “Fontes” do Sacerdócio e das Obras do Padre Alves Brás. Uma iniciativa que se inscreve na caminhada trienal com vista à celebração dos 100 anos de Ordenação Sacerdotal do Pe. Joaquim Alves Brás e dos 25 anos de reconhecimento de Direito Pontifício do Instituo Secular das Cooperadoras da Família. “Iniciámos hoje uma peregrinação que é peregrinação interior e distribuída no tempo, pois não tem como meta um santuário determinado, mas sim o carisma que Monsenhor Brás soube discernir bem e aplicar de forma eficaz, nas circunstâncias do seu tempo” referiu o Bispo da Guarda, na homilia da Missa a que presidiu na Sé da Guarda.
D. Manuel Felício lembrou que nas visitas que o Monsenhor Brás “diariamente fazia ao Hospital, percorrendo as ruas bastante ingremes que o traziam do Seminário Maior da Guarda, onde lhe estava confiado o serviço de direcção espiritual dos futuros sacerdotes, foi-se apercebendo das situações dramáticas e mesmo miseráveis das então chamadas criadas de servir”. E acrescentou: “Passou a dar-lhes atenção e a reunir com elas, destacando-se o grupo das mais sensibilizadas para o problema, que começaram a reunir na casa da Zezinha e depois em outra casa que reunia mais condições, nas proximidades da Igreja de S. Vicente”. Na passagem pela Guarda, a Família Blasiana esteve visitou os lugares que “realmente estão na origem da Obra de Santa Zita e também das outras vertentes do mesmo carisma discernido por Monsenhor Brás”.
D. Manuel Felício apontou a vontade que o Monsenhor Brás teve em identificar os problemas da sociedade daquele tempo com o objectivo de “lhes dar a devida solução”. Olhou para “o mundo das famílias, quer as famílias que ofereciam trabalho às empregadas quer as suas famílias de origem”.
O Bispo da Guarda lembrou também a preocupação de Monsenhor Brás em oferecer à famílias “programas de atendimento e acompanhamento, com palestras, celebrações, retiros e serviço de confissão, a partir da Igreja de S. Vicente”.
“No meio de todo este trabalho que o ocupava diariamente, foi deixando crescer em si mesmo a ideia de dar a devida atenção às famílias. E apareceu o Instituto das Cooperadoras da família”, disse D. Manuel Felício. Também olhou para os jovens “abrindo a porta para os Focos da Esperança”.
Em relação ao Movimento por um Lar Cristão, D. Manuel Felício disse que “aí está, também para interpretar o mesmo carisma de forma adaptada aos tempos de hoje, com a preocupação de fazer o devido acompanhamento às famílias e aos jovens, realidades sempre indissociáveis”. E acrescentou: “Agora, damos graças a Deus e pedimos-lhe que a todos nos ajude a aproveitar esta peregrinação de dois anos para tentarmos responder aos problemas reais das nossas famílias e dos nossos jovens”.
Perante a multidão que se encontrava na Sé da Guarda, D. Manuel Felício disse que começou o dia com “uma prece especial ao Senhor para que nos dê a graça de vermos reconhecida pela Igreja a sua santidade, nos processos de beatificação e canonização”.
Em 2025 celebra-se o centenário da Ordenação Sacerdotal de Monsenhor Alves Brás, “no contexto do Jubileu da Redenção, que toda a Igreja se prepara para celebrar, nesse mesmo ano”.