Diocese da Guarda

“O Povo que andava nas trevas viu uma grande luz” disse o Bispo da Guarda na homília da Missa da Noite de Natal, na Sé da Guarda. E acrescentou: “Alegremo-nos, porque o Natal é essa luz admirável que a partir do Menino do Presépio ilumina o mundo inteiro. Assim os homens e as mulheres do nosso tempo queiram deixar-se iluminar e conduzir por ela”.“Alegremo-nos por mais um Natal que estamos a viver, apesar dos muitos constrangimentos que a pandemia nos continua a impor”, pediu D. Manuel Felício. “Nesta noite Santa, em particular, mas também em toda a quadra do Natal, queremos contemplar o Mistério daquele Menino deitado na manjedoira e envolto em panos como acontece com todos os meninos”, referiu.Lembrou que “o Menino de Belém é o próprio Deus humanizado e revestido da condição mais humilde e pobre que se pudesse imaginar”. Considerou que, ainda hoje, “Deus continua a identificar-se com os mais pequeninos, os abandonados, os últimos, os necessitados de especial ajuda, contrariando, a lógica da mentalidade comum feita de grandezas e de importâncias”.D. Manuel Felício recordou que “os pais daquele Menino também passaram por grandes dificuldades e provações”, apontando a “longa viagem, de Nazaré até Belém, com a mãe em vésperas de dar á luz”, a “recusa das hospedarias onde não houve lugar para eles” e o terem de se sujeitar “à simplicidade e pobreza de uma a manjedoira”.O Bispo da Guarda referiu que “diante do Presépio temos de ter a coragem de nos despirmos de todas as vaidades e nos deixarmos revestir da verdadeira humildade, precisamente aquela de que nos dá exemplo o Menino Jesus”.O Bispo da Guarda desejou a todos uma noite Santa, “com o propósito de aprovei­tar­mos o Natal para aprender bem as lições do Presépio”.Apesar da pandemia, D. Manuel Felício presidiu à celebração da Missa do Galo, à meia-noite, na Sé da Guarda. No Dia de Natal visitou várias comunidades, com celebração da Eucaristia comemorativa do Nascimento de Jesus, no concelho de Penamacor.