D. Manuel Felício presidiu à Missa da Solenidade do Coração de Jesus

“A renovação das estruturas só resulta” se existir um “movimento de renovação das mentalidades das pessoas”, a começar pelos sacerdotes e diáconos, disse o Bispo da Guarda, na homília da Missa da Solenidade do Coração de Jesus, na sexta-feira, 19 de Junho, na Sé da Guarda. D. Manuel Felício lembrou que nesse dia a Diocese da Guarda também celebrava “a Missa Crismal”, que a pandemia obrigou a adi­ar, “com bênção dos Santos Óleos” e a renovação das “promessas sacerdotais”.No dia da Jornada Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes estiveram na Sé da Guarda cerca de sete dezenas de sacerdotes e diáconos de toda a Diocese.Na homília, o Bispo da Guarda fez uma reflexão sobre a realidade da Diocese adiantando que “o número de padres que somos não permite, isso é certo, celebrar a Eucaristia dominical em todas as paróquias e suas anexas”. E acrescentou: “Mas não é menos verdade que o número das pessoas residentes nas nossas terras também é cada vez mais reduzido e está a pedir-nos criatividade para redefinirmos não só a distribuição das celebrações dominicais, mas também dos outros serviços paroquiais”.Para D. Manuel Felício “a renovação das estruturas só resulta se for precedida e acompanhada de um outro movimento de renovação das mentalidades das pessoas, a começar por nós sacerdotes e diáconos”.D. Manuel Felício constactou que “é verdade” que há menos padres do que “há algumas décadas” mas há diáconos permanentes e “mais de um milhar de Ministros Extraordinários da Comunhão nomeados e espalhados por toda a diocese”, bem como catequistas, “dedicados e com vontade de progredirem na sua formação”, e também Conselhos Económicos Paroquiais, “praticamente em todas as paróquias, que talvez estejam à espera de serem mais responsabilizados”.“Pertence-nos a responsabilidade de presidir às comunidades e, como tal, a nossa principal obrigação é identificar, convidar, formar, motivar e coordenar os diferentes ministérios e serviços, bem como cuidar a máxima participação de todos os fiéis na vida da sua comunidade, o que implica recorrer a instrumentos próprios, como são os conselhos pastorais paroquiais ou inter paroquiais”, explicou.“Precisamos de nos motivar cada vez mais a nós próprios e aos fiéis em geral para o caminho da reorganização pastoral, um dos desígnios da nossa Assembleia Diocesana”, disse D. Manuel Felício aos padres e diáconos presentes. E acrescentou: “E esse esforço é tanto mais urgente quanto sabemos que muitas, se não mesmo as maioria das nossas paróquias, não têm capacidade para sozinhas dar cumprimentos a todas as obrigações paroquiais”.Sobre o tempo de pandemia que obrigou ao cancelamento das celebrações comunitárias, o Bispo da Guarda considerou que foi “um tempo aproveitado para repensarmos e aprofundarmos a nossa identidade sacerdotal e as formas renovadas de lhe dar o devido cumprimento no serviço às nossas comunidades e à Igreja como tal”.Na celebração que decorreu na Sé da Guarda D. Manuel Felício lembrou os padres que este ano celebram 70, 60 e 25 anos de ordenação sacerdotal. O dia ficou marcado também por um encontro do clero no Seminário da Guarda, depois da Eucaristia.