Documento foi assinado no primeiro dia do ano

“O cuidado pastoral das famílias” é o tema da carta que o Bispo da Guarda escreveu aos padres da Diocese, no primeiro dia do ano de 2022. “Desejo reforçar o convite para colocarmos no centro das nossas preocupações pastorais o cuidado das famílias que nos estão confiadas”, refere D. Manuel Felício lembrando que esse cuidado “faz parte do programa pastoral diocesano deste ano”.“Quando estamos a celebrar o ano da Família Amoris Laetitia, convocado pelo Papa Francisco, convido para voltarmos às orientações desta importante exortação apostólica sobre a atenção devida às famílias, particularmente as mais sofredoras”, escreve.Sobre o mesmo assunto, D. Manuel Felício lembrou também as jornadas de formação do clero em 2017, o estudo da Conferência Episcopal na sessão plenária de Abril do mesmo ano e as reflexões dos Bispos do Centro em vários dos seus encontros.No documento, o Bispo da Guarda refere que “a dignificação do matrimónio e da família foi e continua a ser uma grande preocupação do Papa Francisco, desde o início do seu Pontificado”, bem como das “jornadas de formação do clero, em Fevereiro de 2017, orientadas por professores do Instituto Superior de Ciências da Família da Universidade Pontifícia de Salamanca”. Dessa altura ficou o compromisso dos sacerdotes darem “a devida atenção a este importante assunto”, através do percurso de uma série de etapas, entre as quais a de procurar “informar, o melhor possível, as famílias em situação dita irregular sobre as orientações da Igreja quanto a caminhos possíveis para superar as suas situações”.D. Manuel Felício lembra que “nos casos de matrimónios desfeitos, em que a sua nulidade ou não exista ou não possa ser provada e em que quase sempre já tenha sido declarado o divórcio civil e existe agora uma nova relação estável, com ou sem casamento civil, mas os cônjuges querem viver a Fá cristã em Igreja e em boa relação com Deus, a “Amoris Laetitia propõe um itinerário de discernimento responsável, pessoal e pastoral”. E acrescenta: “O objectivo deste itinerário é uma maior integração na vida cristã e na vida da Igreja, ajudando cada um a encontrar o modo próprio de participar na comunidade eclesial”.O Bispo da Guarda lembra o papel dos sacerdotes no “processo de discernimento” em que é preciso evitar dois extremos – o rigorismo ou o laxismo. Considera ainda que para haver pessoas e famílias que se disponham a fazer o percurso de discernimento é preciso “fazer abordagens discretas e personalizadas que transmitam o necessário conhecimento e despertem o consequente interesse”. D. Manuel Felício adianta que é possível dar importantes passos com a ajuda dos mais directos colaboradores dos párocos e através da partilha de iniciativas tomadas a nível de cada arciprestado.