Em carta enviada aos padres da diocese

Dar a conhecer as orientações para as celebrações litúrgicas e outras, no estado actual da pandemia, é o principal objectivo da carta que o Bispo da guarda escreveu recentemente a todos os padres da Diocese. D. Manuel Felício dá conta de que a situação actual foi analisada nas reuniões arciprestais realizadas nas últimas semanas, de que resultaram as orientações, que estarão em vigor em toda a Diocese, nomeadamente sobre a forma de proceder nas assembleias litúrgicas, funerais e festas religiosas.Sobre as assembleias litúrgicas, nas igrejas, continuam em vigor as orientações conhecidas e que são aplicadas desde 30 de Abril, nomeadamente em relação aos lugares limitados, distanciamento, higienização e uso de máscara. Quanto aos funerais, nos lugares em que é habitual fazer cortejo da Igreja para o cemitério, “continua a evitar-se a missa de corpo presente, esperando o corpo no cemitério, onde se faz a encomendação”. A Eucaristia Exequial deve ser marcada para “dia e hora considerados os mais oportunos”.Sobre velórios, D. Manuel Felício lembra que “continuam a não ser abertos ao público, podendo os familiares autorizar a presença de pessoas mais próximas”. E acrescenta: “Cabe à tutela das capelas ou casas mortuárias, conforme o caso, garantir o cumprimento das regras de número, distanciamento, higienização e máscaras”.No tocante a festas, o Bispo da Guarda chama a atenção para o respeito das regras conhecidas e lembra que é possível celebrar “a Eucaristia e também outros momentos de oração e formação espiritual, como tríduos e novenas” e que “não haverá procissões”.O documento adianta que “tanto nos cemitérios como nos outros espaços públicos, como é o caso dos arraiais, é às autoridades públicas que pertence garantir o cumprimento das regras”.Em relação aos Sacramentos de Baptismo e Matrimónio, D. Manuel Felício escreve que “ estão autorizados, com aplicação das regras conhecidas e que já praticamos nas nossas assembleias, sobretudo dominicais”.Recorde-se que o último estado de emergência declarado pelo Governo da República, por causa da pandemia, terminou em 30 de Abril último. Nessa data foram feitas recomendações tanto pela autoridade de saúde nacional (DGS) como pelas outras autoridades no sentido de se manterem as regras conhecidas de combate à pandemia até haver suficiente imunidade de grupo. Posteriormente, em comunicado com data de 14 de Maio, o Conselho Permanente da Conferência Episcopal, reafirmou “as orientações em vigor relativamente às celebrações litúrgicas”.