D. Manuel Felício iniciou Ano da Vida Consagrada


“Vida Consagrada sinal e profecia de um mundo novo” foi o tema da conferência com que o Bispo da Guarda deu início, no último Domingo, 30 de Novembro, às comemorações do Ano da Vida Consagrada, na Diocese da Guarda. D. Manuel Felício falou para uma assembleia de mais de uma centena de pessoas, no Centro Apostólico D. João de Oliveira Matos.
“A vida consagrada vivida quer nos institutos religiosos mais ou menos tradicionais, quer nos institutos seculares, quer nas sociedades de vida apostólica, quer por opção individual que a pessoa pode fazer no silêncio da sua existência concreta, comunicada ou não à autoridade eclesiástica, é um grande dom de Deus à Igreja e também à sociedade”, referiu.
Lembrou que o Ano da Vida Consagrada tem os seguintes objectivos: fazer memória agradecida do passado dos institutos religiosos e outras formas de vida consagrada; abraçar o futuro com esperança; viver o presente com paixão.
O Bispo da Guarda disse que na Diocese “acompanharemos as iniciativas que forem realizadas quer a nível mundial promovidas pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, quer a nível nacional promovidas pela CIRP e a nível diocesano pela CIRP Regional”.
Durante a comunicação, D. Manuel Felício lembrou que “a vida consagrada enriquece e alegra a comunidade cristã com a multiplicidade dos seus carismas e também com os frutos da acção de tantas existências humanas inteira-mente dedicadas a Deus e ao imperativo de implantar o seu reino no mundo”.
Na celebração do Ano da Vida Consagrada “é importante que cada comunidade religiosa de consagrados dê a conhecer as suas datas mais importantes juntamente com a especificidade do seu carisma e possa vivê-las com as pessoas das comunidades em que mais directamente se insere”, adiantou o Prelado.
Pediu ajuda a todas as comunidades religiosas da diocese para que ensinem as pessoas a rezar, pois “a iniciação à oração é da máxima importância nas nossas comunidades cristãs”. Neste ponto lembrou o papel da comunidade religiosa de vida contemplativa existente no Convento da Santíssima Trindade, com as Irmãs Carmelitas. Às outras comunidades renovou o pedido para que, sobretudo ao domingo, celebrem com o povo, “pelo menos uma hora da Liturgia das Horas”.
D. Manuel Felício pediu também às comunidades religiosas e outras formas de vida consagrada “o esforço conjugado para termos, na Diocese, uma séria pastoral das vocações”.
Na comunicação, o Bispo da Guarda formulou votos para que os institutos religiosos e as sociedades de vida consagrada saibam “abraçar o futuro com esperança”. Numa sociedade em profundas e rápidas transformações “a vida consagrada é, por si mesma, afirmação da esperança, cujos fundamentos estão muito para além das seguranças que o mundo promete”.
Recorde-se que o Ano da Vida Consagrada foi convocado pelo Papa Francisco, para 2015. As celebrações começaram no dia 30 de Novembro e prolongam-se até 2 de Fevereiro de 2016.