0. Preparo-meProcuro um lugar adequado e uma boa posição corporal

. Respiro lenta e suavemente.Silencio os pensamentos. Tomo consciência da presença de Deus, invocando o Espírito Santo.
1. O que diz o texto- Leio pausadamente o Evangelho Mt 22,1-14.- Sublinho e anoto o mais significativo.Jesus continua a dirigir-se aos líderes do povo através de parábolas. Desta vez é usada a imagem de um banquete onde os convidados declinam sua presença. Em vez de cancelar, o Senhor amplia o convite a todos, a fim de encher a sala do banquete.  2. O que me diz Deus- Imagino-me ouvinte e personagem da parábola. Como reajo? O que sinto? Na Bíblia, a boda representa a aliança de Deus com o seu povo. Para Jesus, o Reino de Deus é convite a partilhar sua mesa, sua intimidade. Os primeiros convidados, focados nas suas ocupações lícitas mas secundárias, desdenham essa comunhão. Mas o plano de Deus não se detém. Pelo contrário, estende-se agora a todos, sem distinção. Jesus, “pedra rejeitada” (domingo passado), acolhe todos os excluídos. Ele quer-me a seu lado. Esta parábola centra-me no dom de Deus e na minha responsabilidade em Lhe corresponder. A minha resposta será o meu “traje” diante d’Ele e dos outros.
3. O que digo a Deus- Partindo do que senti, dirijo-me a Deus, orando (de preferência com palavras minhas).Senhor, convidas-me à comunhão conTigo. Reconheço que, muitas vezes, sou tentado por outras solicitações. Confundo o urgente com o importante, transformando o secundário em prioritário. Sem me dar conta, uso critérios e argumentos para adiar o encontro conTigo. Não vou à missa por, supostamente, ser inseguro; mas arranjo tempo para uma esplanada lotada com amigos. Adio a oração por ter recados “inadiáveis”. Esquivo-me a ajudar alguém porque preciso do tempo para mim…Talvez me choque saber que, por fim, dás lugar a quem “não merece”. Porém, fui eu que me ausentei. Esqueço que tua salvação é generosa, gratuita e universal. Diante de Ti não há privilegiados nem excluídos. Não queres ninguém fora do teu amor. O drama é eu decidir outra coisa… por ter algo mais urgente, embora menos importante. Senhor, reveste-me de humildade e gratidão, para marcar presença junto de Ti.4. O que a palavra faz em mim- Contemplo Deus, saboreando e agradecendo.Senhor, tens para mim um lugar à mesa do teu amor, entre uma multidão de irmãos. Chamas-me, não por ser bom (pois em mim existe o mau), mas para me tornar bom. Só posso agradecer e louvar-Te. Contemplo a gratuidade do teu amor e adoro. Inspira-me o que esperas e mereces de mim. Apoiado em Ti, comprometo-me em algo oportuno e alcançável, crescendo na minha relação diária conTigo e com os outros.
Um pensamento - “Quem não descobre o amor, não encontra Deus”. (Raimon Panikkar)
Provocações - Os convites de Deus são para mim fonte de alegria ou de incómodo?- Que preocupações/interesses me distraem do apelo de Deus?- Vivo acomodado à minha vida e surdo aos pedidos alheios?- Reduzo Deus à minha medida e critérios ou maravilho-me com a sua novidade?
Um desafio - Pedir ao Espírito Santo a graça de ser e estar disponível para Deus e seu Reino.
Uma oração poemaA bodas e batizados…Tuas são as bodas… connoscoE meu o batismo… em Ti.A ambos me convidasA nada antepor,A não ser o amor:Nenhuma desculpaOu lamentada culpa,Nem escusadas demorasPois há muito me aguardas.Convidas-me por inteiro,Com o vil e o bomAparentados em mim.
Tudo está pronto!?Sim, apresento-me às tuas bodas,Trajado de imensurável gratidão.