Encontro juntou mais de sessenta participantes

Reflectir e dialogar sobre as orientações do documento com “orientações em tempos de pandemia”, tendo em vista o retomar da catequese presencial nas comunidades, foi o principal objectivo do encontro que o Departamento da Catequese da Infância e da Adolescência da Diocese da Guarda promoveu com os párocos e catequistas coordenadores, no último sábado, 19 de Setembro, no Seminário da Guarda.Para o Bispo da Guarda “já vai muito alongado o tempo em que as nossas crianças e os nossos adolescentes deixaram de ter encontros presenciais de catequese, nos tempos e nos espaços que se habituaram a frequentar”.D. Manuel Felício disse que “a pandemia nos obrigou a parar durante estes últimos seis meses, provocou e continua a provocar marcas de dor profundas nas nossas experiências de vida, a nível pessoal, mas sobretudo da relação comunitária e social”. Apesar das dificuldades apontou alguns aspectos positivos “como sejam a reflexão e a revisão de vida pessoal, o encontro aprofundado no seio das famílias, mais tempo para a oração e a formação, como também o lançar mão de novas formas de garantir a relação com as pessoas das nossas comunidades e mesmo de outras”. O Bispo da Guarda considera que este “é o momento” da Diocese se organizar e colaborar para que, dentro dos condicionalismos impostos pela pandemia, possam ser retomadas “as catequeses presenciais”.D. Manuel Felício lembra a necessidade da catequese adoptar os hábitos já adquiridos noutras ocasiões, nomeadamente “o distanciamento, as máscaras, a higienização, o cumprimento de outras regras, como sejam percursos definidos de sentido único, o mais possível sem retorno, bem como o cumprimento das recomendações de, imediatamente antes e depois das celebrações, haver o cuidado de dispersar, evitando ajuntamentos”.O Prelado falou também do regresso das celebrações do sacramento da Confirmação, “em grupos mais pequenos, que não ultrapassem os 25 candidatos”. Lembrou a necessidade de distribuir as celebrações do crisma “pelas diferentes Igrejas paroquiais ou outros espaços condignos, de tal maneira que, dentro das Igrejas ou mesmo fora delas, se respeitem as regras sanitárias”.“Os procedimentos que nos são recomendados e constituem objecto do nosso diálogo são de facto exigentes, pedem-nos atenção pormenorizada e, sobretudo, apontam a necessidade de mais e maior envolvimento no processo da catequese; envolvimento de catequistas, de auxiliares e sobretudo das próprias famílias”, disse D. Manuel Felício aos padres e catequistas presentes no encontro. O Padre Valter Salcedas, coordenador do Departamento, disse que as orientações para a catequese, procuram “responder a especificidades próprias da diocese da Guarda” que é marcadamente rural. Perante uma assembleia de mais de sessenta pessoas, o documento foi analisado ponto por ponto dando a conhecer o que é pedido aos catequistas e às comunidades, no que diz respeito aos grupos, e no trabalho a realizar com e pelas famílias.O documento também apresenta orientações específicas sobre a organização dos espaços, duração da catequese e a necessidade de programação e preparação.