SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR


Ainda no contexto natalício, celebramos esta Solenidade da Epifania do Senhor, por isso o menino que nasceu em Belém é tão importante, que de longe vêm adora-Lo. Assim nesta solenidade da Epifania, encontramos a raiz da Universalidade da Salvação, já que o Deus menino traz para todos os povos, representados na figura dos Magos, a missão salvadora.
A Epifania é a “manifestação” de Deus, no Seu filho unigénito, a todos os povos da terra e o reconhecimento por parte dos Homens de Boa Vontade, da sua tríplice face verdadeira, como Rei, como verdadeiro Deus e como verdadeiro Homem.
A partir desta celebração da Epifania, a mensagem é clara, o Messias esperado por um povo nasce em Belém e no Seu nascimento a novidade é a transformação da ideia de um povo concreto para um Novo Povo que se constitui com gente de todos os povos que acreditam no Verbo encarnado.
As leituras desta Solenidade colocam numa perspetiva messiânica o Encontro dos “Povos” com o menino Deus e tudo o que envolveu este encontro, como pôr-se a caminho, ler os sinais, a revelação, as dificuldades do caminho e a indiferença de alguns e o medo de outros.
Assim, primeira leitura, coloca sobre o monte santo, onde foi construída a cidade de Jerusalém, esta glória de Deus e a Sua Luz que ilumina os que estão a caminho; Anunciando o movimento dos que vêm dos quatro pontos cardeais para se encontrarem com o Senhor que é Rei e que é Deus.
A segunda leitura apresenta-nos São Paulo a confidenciar a graça que Deus lhe concedeu, pela revelação que lhe deu a conhecer o Mistério de Cristo e que manifesta que todos participam da mesma Herança e a mesma Promessa. A Salvação, em Cristo Senhor, foi trazida para todos os povos da terra.
O evangelho descreve-nos, a Busca Amorosa, a indiferença dos que conheciam as Escrituras e que sabiam onde devia nascer o Messias, e o medo de quem está no poder e ouve falar de “um Rei que acaba de nascer”.
Assim o evangelho da Solenidade da Epifania, coloca na descrição de São Mateus, uns Magos vindos do Oriente a chegarem a Jerusalém e a perguntarem por Aquele que eles vinham adorar e que tinham seguido os seus sinais no longo caminho percorrido. Estes Magos que buscam com diligência, o rei que acabava de nascer, que não desistiram nas dificuldades do caminho, que seguiram um sinal luminoso, a Sua Estrela, que perguntam às pessoas e às autoridades, a direção a seguir, quando não têm outro indicador.
Estes “Magos”, os que procuram e buscam diligentemente, onde estão hoje, onde se encontram nestes tempos; ainda há quem procure a Deus?
Outros estavam indiferentes, mesmo com o conhecimento do que se estava a passar e aonde deveria nascer o Messias. A indiferença, é sem dúvida alguma, a atitude de quem não se quer incomodar, de quem não se quer desinstalar, de quem se fecha no seu próprio egoísmo e autossuficiência.
Os príncipes dos Sacerdotes e os escribas do povo, sabiam muito bem as Escrituras e por isso deram uma resposta rápida a Herodes, mas o seu conhecimento não os levou a irem procurar e encontrar o Messias, mas permaneceram na sua indiferença e no seu posto de superioridade.
O medo de Herodes é revelador da atitude de quem está agarrado ao Poder e que é confrontado por alguém que procura outro “Rei”.
O medo de perder o Poder leva tantos autoritários a seguir o caminho do aniquilamento, sem avaliarem a realidade que os envolve.
Quem está instalado em qualquer forma de Poder, tem dificuldade em aceitar que haja alguém que lhe faça frente ou que queira assumir o seu lugar, foi a atitude de Herodes quando ouviu falar de “outro Rei” que acabava de nascer.
A lição do Presépio que os Magos encontraram, a simplicidade do menino com Maria sua mãe, leva-os a terem uma atitude de prostração para O adorarem. Reconhecer quem temos à nossa frente é ter a humildade de nos reconhecermos escolhidos para viver as maravilhas de Deus.