Editorial

Sendo, na Igreja de Deus, o Estado Religioso uma forma singular e notável de viver a pertença a Cristo e de contribuir para o crescimento do Povo de Deus, nada de surpreender que, em vários documentos do Concílio Vaticano II, embora em diversas perspectivas se trate do seu lugar, actividade e realização, nas tarefas do Reino de Cristo. Assim, além de um decreto reservado aos Institutos de quantos optaram por seguir Cristo na sua consagração total, chamado “A Conveniente Renovação da Vida Religiosa”, encontramos frequentemente, noutros textos, conforme a sua índole, notáveis referências quer doutrinais quer regulamentares, sobre o alcance deste género de vida e sua influência no mundo civil e eclesiástico.

Enquanto o último sínodo se ia realizando, fervilhavam notícias desconformes, entre alguns meios de comunicação, bastante díspares referentes a matérias atinentes a conceitos iluminados já pela doutrina da Igreja e por esta assegurados como revelação divina, através dos seus ensinamentos assíduos.

Fundados no Concílio de Trento, em 1563, os seminários, base e norma da formação dos sacerdotes, foram discutidos e acomodados aos tempos, no decorrer da história. Muitos documentos manaram dos bispos e da Santa Sé, nos quatro séculos que separaram a sua instituição da última assembleia episcopal que versou sobre eles, no concílio de há cinquenta anos.

Há muito tempo que foram entregues aos fiéis seguidores de Cristo algumas questões, como preparação para o terceiro sínodo extraordinário acabado de celebrar, no dia dezanove último.

Ainda não há muitos anos, na tarde do primeiro de Novembro, após a oração das segundas vésperas de Todos os Santos, mudado o cenário dos templos, principiavam as primeiras orações do Dia dos Fiéis Defuntos. Cessavam os aleluias majestosos, depunham-se os paramentos festivos resplandecentes de alvura e envergavam-se as capas de cor negra.

Ao deixar a terra onde veio viver para cumprir a missão de salvar a humanidade, tornando-a filha de Deus e herdeira da glória e felicidade celeste,

Inaugurou-se, no passado domingo, a Assembleia Geral Extraordinária  do Sínodo dos Bispos que versará sobre a família, conforme o anuncia o seu título: “Desafios Pastorais da Família no Contexto da Evangelização”.

Num mundo eivado de individualismo, amassado em teorias variáveis e contingentes, conforme o gosto e o desejo do momento,