Editorial

Ainda não há muitos anos, na tarde do primeiro de Novembro, após a oração das segundas vésperas de Todos os Santos, mudado o cenário dos templos, principiavam as primeiras orações do Dia dos Fiéis Defuntos. Cessavam os aleluias majestosos, depunham-se os paramentos festivos resplandecentes de alvura e envergavam-se as capas de cor negra.

Ao deixar a terra onde veio viver para cumprir a missão de salvar a humanidade, tornando-a filha de Deus e herdeira da glória e felicidade celeste,

Inaugurou-se, no passado domingo, a Assembleia Geral Extraordinária  do Sínodo dos Bispos que versará sobre a família, conforme o anuncia o seu título: “Desafios Pastorais da Família no Contexto da Evangelização”.

Num mundo eivado de individualismo, amassado em teorias variáveis e contingentes, conforme o gosto e o desejo do momento,

A sede insaciável da humana curiosidade impulsionou o homem a descobrir e explorar o seu ambiente.

Nas informações que, todos os dias, nos chegam das lutas e guerras vividas, neste mundo, sobressaem, hoje, as terras do Médio Oriente, onde se cruzam ódios e rivalidades entre os fiéis pertencentes às chamadas Religiões do Livro: judeus, cristãos e muçulmanos.

Na mesma hora de Jesus subir às alturas, comunicou aos primeiros seguidores a sua ordem: “Ide por todo o mundo, anunciai a Boa Nova a toda a criatura, ensinando quanto vos mandei”.

Num mundo em que o atractivo incontestável é o “eu” de cada um, tudo quanto pressagie ser o outro um valor basilar e primário, tendemos sempre a colocá-lo em segundo ou terceiro plano.