Editorial

O mundo anseia  por concórdia e harmonia, nestes tempos em que as armas se apontam como se fossem instrumentos de convivência pacífica e de harmonia procurada. Também na convivência religiosa se pretende um bom entendimento envolvido em mútua compreensão e perfeita estabilidade.

Promover a restauração da unidade entre todos os cristãos é um dos principais objectivos do Sagrado Concílio Vaticano II, pois Cristo Senhor fundou uma só Igreja

Foi a 8 de Dezembro de 1967 que o beato Paulo VI, angustiado com o ambiente turbulento do mundo, onde faltava a compreensão entre os povos, cresciam as controvérsias e contendas, desde o pós-guerra até ao Concílio lançou a ideia de celebrar a 1 de Janeiro a Jornada Mundial da Paz.

Não basta, para compreendermos o mistério da incarnação, olhar o presépio e deleitarmo-nos perante o encanto promissor de uma criança.

Tempo de gozo, consolação, alegria e júbilo é a comemoração de um evento afortunado se é que não é a própria data que nos traz o júbilo e nos encaminha para a felicidade. Tal memória toma o nome de festa sobretudo se é celebrada pela comunidade inteira.
Entre nós, embora se lembre todos os domingos a solenidade da Ressurreição do Senhor, com a magnitude que lhe pertence, uma vez no ano, na Páscoa, o facto é enaltecido com o máximo de brilho.

O costume de figurar o Deus Menino deitado numa manjedoura foi-se alargando, sobretudo depois de São Francisco de Assis,

Havia de preparar-se o ambiente para que Deus viesse ao mundo comunicar com os homens. O Filho de Deus Pai, três vezes santo nasceria da Virgem Puríssima e ofertar-nos-ia o contacto com o Altíssimo Senhor, tornando-Se humano, isto é, colocando a divindade na esfera e periferia da colectividade humana.

Depois de Jesus Cristo ter afirmado à Samaritana esta palavra: “a salvação vem dos Judeus”, os Apóstolos guiados por esta verdade a repetem, enquadrada nos seus escritos: