Editorial

Tempo de gozo, consolação, alegria e júbilo é a comemoração de um evento afortunado se é que não é a própria data que nos traz o júbilo e nos encaminha para a felicidade. Tal memória toma o nome de festa sobretudo se é celebrada pela comunidade inteira.
Entre nós, embora se lembre todos os domingos a solenidade da Ressurreição do Senhor, com a magnitude que lhe pertence, uma vez no ano, na Páscoa, o facto é enaltecido com o máximo de brilho.

O costume de figurar o Deus Menino deitado numa manjedoura foi-se alargando, sobretudo depois de São Francisco de Assis,

Havia de preparar-se o ambiente para que Deus viesse ao mundo comunicar com os homens. O Filho de Deus Pai, três vezes santo nasceria da Virgem Puríssima e ofertar-nos-ia o contacto com o Altíssimo Senhor, tornando-Se humano, isto é, colocando a divindade na esfera e periferia da colectividade humana.

Depois de Jesus Cristo ter afirmado à Samaritana esta palavra: “a salvação vem dos Judeus”, os Apóstolos guiados por esta verdade a repetem, enquadrada nos seus escritos: 

Sendo, na Igreja de Deus, o Estado Religioso uma forma singular e notável de viver a pertença a Cristo e de contribuir para o crescimento do Povo de Deus, nada de surpreender que, em vários documentos do Concílio Vaticano II, embora em diversas perspectivas se trate do seu lugar, actividade e realização, nas tarefas do Reino de Cristo. Assim, além de um decreto reservado aos Institutos de quantos optaram por seguir Cristo na sua consagração total, chamado “A Conveniente Renovação da Vida Religiosa”, encontramos frequentemente, noutros textos, conforme a sua índole, notáveis referências quer doutrinais quer regulamentares, sobre o alcance deste género de vida e sua influência no mundo civil e eclesiástico.

Enquanto o último sínodo se ia realizando, fervilhavam notícias desconformes, entre alguns meios de comunicação, bastante díspares referentes a matérias atinentes a conceitos iluminados já pela doutrina da Igreja e por esta assegurados como revelação divina, através dos seus ensinamentos assíduos.

Fundados no Concílio de Trento, em 1563, os seminários, base e norma da formação dos sacerdotes, foram discutidos e acomodados aos tempos, no decorrer da história. Muitos documentos manaram dos bispos e da Santa Sé, nos quatro séculos que separaram a sua instituição da última assembleia episcopal que versou sobre eles, no concílio de há cinquenta anos.

Há muito tempo que foram entregues aos fiéis seguidores de Cristo algumas questões, como preparação para o terceiro sínodo extraordinário acabado de celebrar, no dia dezanove último.