Uma pandemia sem fim à vista

O mundo continua a esconder-se de uma pandemia invisível que tem provocado situações muito preocupantes na saúde e na economia. Os números de infectados e de mortes não param de aumentar e o medo parece ter tomado conta dos nossos dias. Resta a esperança de uma vacina que seja eficaz no combate a este vírus que atravessou fronteiras, sem pedir licença, provocando vitimas, principalmente junto das comunidades mais vulneráveis. Os constrangimentos têm sido mais que muitos e, de um momento para o outro, é necessário readaptar comportamentos e cancelar iniciativas. Olho para a Guarda, na celebração do seu 821º aniversário. Ao contrário de outros anos, desta vez o povo não saiu à rua, nem a banda animou a cidade. Os momentos de celebração foram simples, alguns através dos novos meios de comunicar, e sempre com um número muito reduzido de participantes. As luzes de Natal foram ligadas e até deram um ar de graça e alegria a estes dias tristes e enfadonhos de isolamento e distanciamento. Mas faltou o essencial, faltaram as pessoas, faltou o convívio que a gente da Guarda tanto aprecia.  Outro momento que teve de ser cancelado foi o lançamento da missão rumo à Jornada Mundial da Juventude 2023, com a abertura da porta da Igreja da Sé, na Guarda, como sendo a porta de entrada para a JMJ 2023. Tudo estava preparado para que a porta se abrisse, no dia 28 de Novembro mas o momento teve de ser cancelado devido à pandemia. Também aqui, a Guarda teve de adiar um acontecimento que seria de convívio e muita alegria com a presença dos jovens da Diocese. No concelho do Sabugal, foi a povoação de Vila do Touro, que teve de cancelar uma data secular, a celebração dos oitocentos anos da atribuição da Carta de Foral que o Mestre da Ordem do Templo, Pedro Alvites, concedeu aos povoadores daquele lugar.É certo que a vida tem de continuar mas, na maior parte das situações, de uma forma bem diferente das nossas previsões e desejos.