O último dia de 2022 ficou marcado pela morte do Papa emérito Bento XVI.

Já muito se escreveu e muito mais se escreverá deste “humilde servo da vinha do Senhor”, vindo da Alemanha e que adoptou a Itália como segunda pátria. No texto do testamento espiritual deixa agradecimentos à família, à Alemanha, terra natal, e à Itália, “segunda pátria”.
Este gesto de gratidão revela bem a grandeza de um Homem bom e sábio que foi capaz de compreender os sinais dos tempos. Quando as forças começaram a faltar renunciou para que outro pudesse continuar a missão.
No testamento espiritual é muito pertinente o pedido que faz aos católicos para que permaneçam “firmes na fé”.
“Permaneçam firmes na fé! Não se deixem confundir! Muitas vezes parece que a ciência – as ciências naturais por um lado e a pesquisa histórica (em particular a exegese da Sagrada Escritura) por outro – são capazes de oferecer resultados irrefutáveis, em contraste com a fé católica”, escreve no texto.
A todos aqueles a quem prejudicou “de alguma forma”, pediu “sinceramente perdão”, o que ainda enobrece mais a admiração por um Papa que tantos classificaram de distante mas que se revelou tão próximo e atento às realidades do mundo actual.
Sem fingimento pediu, “humildemente” que rezássemos por ele para que o Senhor o “acolha nas moradas eternas”.
No texto, Bento XVI refere que Jesus Cristo “é verdadeiramente o caminho, a verdade e a vida – e a Igreja, com todas as suas deficiências, é verdadeiramente o Seu corpo”.
Na semana em que os católicos e não só se despedem de Bento XVI fica a herança de um Teólogo que vai perdurar muito para além do tempo. Saiba a Igreja e a sociedade em geral interpretar verdadeiramente o seu legado tão vasto e tão rico, que fará dele novo doutor da Igreja.