Um bispo que foi funcionário da Veritas

Diamantino Prata de Carvalho é, para muitos, um ilustre desconhecido. O agora bispo emérito de Campanha, uma das dioceses do Brasil, é natural de Manteigas, mas também passou pela Guarda. Gosta de regressar às origens e tem uma predilecção especial pela terra que o viu nascer.Na apresentação da biografia, no último sábado no Centro Cívico, foi notória a admiração das gentes de Manteigas, por este filho tão ilustre. De uma simplicidade impressionante e com um sorriso alegre e discreto soube cativar todos os presentes. Confesso que não conhecia de perto este bispo que, por sinal, já foi funcionário da Casa Veritas e do Jornal A Guarda. Corria o ano de 1954 quando “foi chamado a trabalhar na Casa Veritas, na Guarda, onde vivia a tia Ir. Preciosa, que visitara asnos antes com a sua avó. Resolvido a dar o melhor de si, predispôs-se a aprender qualquer ofício que lhe fosse confiado”. E não é que “começou como aprendiz de tipógrafo, iniciando-se igualmente na rotativa e terminando como linotipista”. E sempre com a vontade de aprender mais “à noite, frequentava a Escola dos Gaiatos, onde concluiu o terceiro ano liceal”. A biografia refere ainda que “com 16 anos, foi convidado pelo director do Jornal A Guarda, cónego José Afonso Sanches de carvalho, para integrar a equipa diocesana da JAC – Juventude Agrária Católica”. Depois de ter passado pela Guarda, Diamantino Prata de Carvalho escreveu um percurso de vida que o levou a vários países, acabando por fixar residência no Brasil, onde foi ordenado sacerdote e mais tarde bispo. Nunca esqueceu as origens e os lugares por onde passou. A Casa Veritas, de que faz parte o Jornal A Guarda, saúda, com humildade, tão ilustre e distinto antigo colaborador.