“No contexto de pandemia que temos vivido, a nossa vida foi marcada por tantas privações e dificuldades,

veio mostrar-nos de forma mais clara a nossa fragilidade, mas por outro, conduziu-nos a saborear a vida como um bem tão precioso”, refere o texto proposto pela Comissão Episcopal do Laicado e Família, para a Semana da Vida 2021 que acontece de 9 a 16 de Maio.
Os dias de isolamento serviram, em certa medida, para ajudar a redescobrir o sentido da família, o valor dos amigos, o lugar dos idosos na família e na sociedade. A solidariedade, traduzida em gestos concretos de entreajuda, acabou por marcar os já longos dias de isolamento e solidão resultantes de uma pandemia que continua por explicar. De um momento para o outro todos somos convidados, para não dizer comprometidos, a cuidar da casa comum, da vida que nasce, a cuidar dos jovens, dos idosos e da família, a cuidar da educação. 
A Semana, que tem como tema ‘a vida que nos toca, a vida que sempre cuidamos’, vem lembrar-nos que é urgente amarmos a vida mesmo no meio das dificuldades, das adversidades e das dores. Hoje, mais do que nunca, devemos iniciar um caminho feito de entusiasmo e alegria, onde a rotina dê lugar à surpresa, onde o lamento dê lugar à esperança, onde a coragem seja mais forte que o desânimo, onde o encontro acabe com a solidão e com o medo. 
Neste tempo em que uns lutam pela sobrevivência, há outros que continuam a ditar leis contrárias, esgotando meios e recursos destinados a dar vida e não a tirá-la. São as incongruências de uma civilização farta de tudo e que se vai afundando no seu próprio egoísmo. Nem mesmo uma pandemia avassaladora e mortífera, à escala mundial, faz com que o homem deixe de ser o lobo do próprio homem. Infelizmente são cada vez menos as vozes que se levantam na defesa da vida!