1 “Uma Só Família Humana, Cuidar da Casa Comum” é o tema da Semana Nacional Cáritas,

que está a decorrer até ao próximo Domingo, 4 de Março. O combate à pobreza e o cuidado da natureza são as propostas que nos devem fazer pensar na “casa comum” e na “família humana”, tendo em vista um desenvolvimento sustentável integral.
A temática vai de encontro às preocupações do Papa Francisco expressas na Carta Encíclica “Laudato Si” quando diz que “o urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar”.
Se olharmos para o trabalho realizado pela Cáritas, tanto a nível nacional como local, é notória a proximidade desta instituição relativamente aos desafios ambientais e sociais. A Cáritas dá conta de famílias com problemas sociais graves, em particular em matéria de trabalho e sobre-endividamento, uma realidade que é ainda mais preocupante nos jovens.
Num ano particularmente madrasto em termos ambientais, devido ao flagelo dos incêndios, a Cáritas esteve no apoio directo à população. Com as recolhas feitas, principalmente nas comunidades cristãs, foram construídas 51 habitações nas Dioceses de Coimbra e Portalegre-Castelo Branco (28 concluídas e as restantes em curso), e apoiados produtores de animais em Viseu e na Guarda.

2 O Hotel de Turismo voltou a ser notícia, na última semana, logo que foi conhecida a adjudicação da concessão ao agrupamento de empresas Manuel Rodrigues Gouveia, no âmbito do programa Revive. Ao anúncio da adjudicação da concessão seguiram-se outros anúncios feitos pelo presidente da autarquia, primeiro na reunião da Assembleia Municipal da Guarda e depois em conferência de imprensa junto do Hotel. Perante o desenrolar da situação, a concelhia do PS da Guarda não perdeu tempo e criticou o Presidente da Câmara da Guarda que agora se quer fazer passar pelo «pai da criança», quando anteriormente tinha pedido que o Governo não comprasse o Hotel à Câmara Municipal da Guarda.
Se recuarmos no tempo, em 1936, o processo de construção do Hotel de Turismo também sofreu alguns contratempos. O jornal A GUARDA de 24 de Janeiro, desse ano, dá conta do arrastamento da suspensão das obras “despertando comentários e apreciações, que se cruzam em sentidos opostos”. O primitivo projecto, da autoria do engenheiro Castelo Branco, com escritura da empreitada de 13 de Janeiro de 1934, tinha sido substituído pelo projecto do arquitecto Vasco Regaleira. Também na altura se pediu que a questão se decidisse “rapidamente com justiça e dignidade para ambas as partes”. O Jornal A GUARDA escreveu: “as obras precisam recomeçar, o Hotel deve ultimar-se, quanto antes, para prestígio da situação e da própria Guarda”.
Neste novo processo de revitalização do Hotel de Turismo parece que a história se repete mas, “para prestígio da situação e da própria Guarda”, o importante é que as obras arranquem o mais depressa possível.

3 O Jornal A GUARDA integra a candidatura da Imprensa Portuguesa Centenária a Património Cultural Imaterial da Humanidade. Depois do apoio do Presidente da República, esta iniciativa tem agora o apoio dos representantes dos Grupos Parlamentares da Assembleia da República. Numa altura em que a autarquia da Guarda prepara uma candidatura a Capital Europeia da Cultura, seria bom ter em conta que o Jornal A GUARDA, com quase 114 anos de existência, é património da cidade, da diocese, da região e, porque não, da cultura portuguesa.