A Rede Eclesial Pan-Amazónica da Igreja Católica está preocupada com a situação de “extrema gravidade”

que se vive na região, afectada por incêndios de grandes dimensões. “Unimo-nos aos diversos pronunciamentos que, em consonância com o magistério do Papa Francisco, exortam a toda a humanidade a tomar consciência das sérias ameaças desta situação e a esforçar-se por cuidar da casa comum, levantando as suas vozes e encontrando caminhos concretos para uma acção pacífica, mas firme, exigindo que ponha fim a esta situação” escreveu presidente deste organismo.
No texto é referido que “actualmente, a mudança climática e o aumento da intervenção humana (desmatamento, incêndios e alteração no uso do solo) estão a levar a Amazónia rumo a um ponto de não retorno”.
A situação da Amazónia junta-se a tantas outras, espalhadas pelo mundo, em que a Mãe Terra não é respeitada, mas sim escravizada pela ganância do lucro imediato. Há vozes que se levantam em defesa desta e doutras situações que, cada vez mais, parecem causas perdidas. O interesse pelo que é de todos deveria ser preocupação diária de cada um de nós. Não basta levantar a voz e protestar, é preciso ter gestos concretos de mudança e esperança.
Se avivarmos a memória e olharmos à nossa volta, damos conta de tantos hectares consumidos pelos fogos que continuam à espera de ser reflorestados. Também aqui caminhamos rumo a um ponto cada vez com menos retorno.