“Gostaria de dizer aos jovens, em nome de todos nós, adultos:

desculpai, se muitas vezes não vos escutamos; se, em vez de vos abrir o coração, vos enchemos os ouvidos. Como Igreja de Jesus, desejamos colocar-nos amorosamente à vossa escuta, certos de duas coisas: que a vossa vida é preciosa para Deus, porque Deus é jovem e ama os jovens; e que, também para nós, a vossa vida é preciosa, mais ainda necessária para se avançar”. (Papa Francisco - homilia da missa na conclusão da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos)

Terminou este Domingo, 28 de Outubro, no Vaticano, a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispo dedicada aos jovens. Desde o dia 3 de Outubro que mais de quatrocentos participantes debateram o tema ‘Os jovens, a fé e o discernimento vocacional’.
O encontro contou com a participação inédita de mais de três dezenas de jovens convidados e, nos trabalhos, o português foi usado como língua oficial, pela primeira vez.
Ao longo do Sínodo os participantes trabalharam em comunhão e ousadia, com o desejo de servir a Deus e ao seu povo. Quem acompanhou a evolução dos trabalhos deu conta de que falar é semear e ouvir é colher. Nesse sentido, a Igreja foi e é convidada a ouvir e a acolher a opinião dos mais novos.
Os jovens pediram uma Igreja autêntica, luminosa, transparente e alegre. Nesse sentido, foi lembrado que muitos deles deixaram a Igreja porque não encontraram nela a santidade que procuravam, mas foram confrontados, isso sim, com mediocridade, presunção, divisão e corrupção.
Outro aspecto tem a ver com as instituições educativas da Igreja que devem dar acolhimento a todos os jovens, independentemente das suas opções religiosas, antecedentes culturais e circunstâncias pessoais, familiares ou sociais.
O Sínodo espera ainda que a Igreja crie departamentos especializados para a cultura e a evangelização digital. Neste ponto os jovens têm mesmo muito a dizer e a sugerir.