O Dia Mundial do Turismo que se celebrou esta terça-feira, 27 de Setembro, foi assinado com diversas iniciativas um pouco por todo o lado.

A mensagem para o Dia Mundial do Turismo 2022, divulgada pelo Vaticano chamava a atenção para a precaridade e injustiça salarial no sector, pedindo uma “mudança de rumo”.
“A actividade turística, como verdadeira indústria, deve ser levada a cabo segundo princípios de equidade e transformação social. Isso acontece, por exemplo, quando os direitos laborais de quem trabalha no sector são respeitados, a todos os níveis e em todos os países”, refere o texto divulgado pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.
A mensagem que segue o tema escolhido pela Organização Mundial do Turismo, “Repensar o Turismo”, refere que muitas pessoas “trabalham em condições precárias e, às vezes, ilegalmente, com salários injustos, obrigados a trabalhar muito, muitas vezes longe da família”.
Repensar o Turismo, perante o impacto da pandemia de Covid-19 e da guerra, tem de ser um desafio e uma prioridade. No caso da Serra da Estrela, também é preciso ter em conta o efeito devastador dos incêndios do último Verão, num sector que estava em franco progresso em toda a região.
A mensagem divulgada pelo Vaticano aponta para a necessidade de um turismo mais sustentável, que reduza o seu impacto na “biodiversidade dos ecossistemas naturais e sociais”.
Também refere que “devido à pandemia e à actual crise energética, a conveniência de apostar, sobretudo, no turismo local tornou-se mais evidente”.
Em territórios de baixa densidade populacional como o nosso, mas onde existe uma grande diversidade de património natural, paisagístico, ambiental, patrimonial, cultural e gastronómico, é preciso aproveitar bem todas as oportunidades, quer em termos de divulgação, quer na atracção de novos públicos. Aos equipamentos hoteleiros, cada vez de qualidade mais reconhecida, é preciso juntar potencial humano.
“Somos capazes de sair melhores de uma crise que revelou tantas desigualdades e injustiças, quando o próprio turismo, como actividade de lazer e recreação, é desenvolvido no pleno respeito pelos direitos fundamentais”, refere a mensagem do Vaticano.
Por isso, também na nossa região é preciso promover uma visão renovada do turismo, na perspectiva do “desenvolvimento humano integral”.