Ao longo da próxima semana, milhares de alunos regressam às escolas, para mais um ano lectivo.

São encontros e reencontros com pessoas, edifícios, livros e rotinas que estiveram esquecidos ou adormecidos durante mais de dois meses.
Regressa o entusiasmo em conhecer e fazer novos amigos, bem como a curiosidade em saber quem são os professores que vão leccionar esta ou aquela disciplina. É o retomar de um tempo único que merece ser vivido e muito bem aproveitado.
As últimas semanas têm sido marcadas pela correria às livrarias e papelarias para que no primeiro dia de aulas esteja tudo devidamente acautelado. Os últimos anos destacou-se a gratuidade e o reaproveitamento de muitos livros que vão passando de mão em mão, de aluno para aluno. Dizem que a medida tem a ver com o ambiente e com a redução de custos.
A reutilização dos manuais escolares em Portugal sendo um objectivo em si mesmo, é ainda apresentada como um meio fundamental para assegurar sustentabilidade quer ambiental, quer financeira da gratuitidade dos manuais e contribuir para a economia circular e a educação para a cidadania.
Nunca podemos esquecer que o regresso à escola tem de ser acompanhado de motivação e incentivo. A reutilização dos manuais escolares pode, em determinadas situações, ser uma desilusão para os alunos. Por mais cuidado que se tenha, depois de um ano de uso, os manuais ganham algum desgaste e deformação. Uma medida que se pretende positiva acaba por criar algum desconforto e até mesmo desilusão.
Dizem alguns que o caminho é a passagem para o digital. Neste ponto, é importante aprender com quem já fez a experiência. A Suécia, único país que, desde a década de 1990, buscou implementar a educação 100% digital nas escolas, voltou atrás e decidiu investir, ao longo de 2023, 45 milhões de euros na distribuição de livros didácticos impressos. Por alguma razão terá sido!