Há várias semanas que os motivos natalícios estão presentes nas ruas e comércios de aldeias, vilas e cidades.

O frenesim das compras é constante, sempre na espectativa de escolher o melhor presente para a família e amigos. As luzes, os divertimentos, os mercadinhos multiplicam-se um pouco por toda a parte.

Com toda esta azáfama até parece que o verdadeiro espírito de Natal fica esquecido e posto de lado. Aqui e ali vão surgindo representações do Presépio numa tentativa de mostrar a figura central de toda esta correria. Não são muitos os que se deixam seduzir pela beleza e simplicidade do Presépio de Belém.

Num ano marcado pelas desavenças entre povos, em que o número de mortos não pára de aumentar, parece quase uma ilusão falar da Paz do Presépio de Belém.

Este ano somos convidados a regressar 800 anos no tempo. No Natal de 1223, São Francisco de Assis criou o primeiro presépio da história. Na cidade de Greccio, reuniu pessoas que representaram o nascimento de Jesus.

O primeiro biógrafo de São Francisco, Tomás de Celano, refere que daquele presépio do Natal de 1223, “todos voltaram para suas casas, cheios de inefável alegria”. Podemos dizer que com a simplicidade daquele gesto, São Francisco realizou uma grande obra de evangelização. Uma obra que continua no tempo e foi ganhando formas próprias de cada país e de cada região.

Símbolo icónico do Cristianismo, o presépio tem como objectivo representar o Menino Jesus nascido em Belém. Naquela época, a acção de São Francisco teve como objectivo facilitar a compreensão das pessoas sobre o nascimento de Jesus.

O exemplo de São Francisco correu mundo e ainda hoje consegue moldar muitos corações. Nas representações do Presépio de Belém, que foram cruzando séculos, passaram a caber todas as profissões e tradições. Neste tempo que é o nosso, o Presépio continua a ser um lugar de esperança, um lugar de Paz. Bom Natal para Todos!