Quantos somos e como vivemos

Saber quantos somos e como vivemos é o principal objectivo da operação Censos 2021 que está a decorrer por todo o País. A iniciativa vai recolher um conjunto de dados estatísticos dos habitantes das cidades, vilas e aldeias espalhadas por todas as regiões.O procedimento não é novo pois desde a antiguidade que os recenseamentos aconteciam, em regra, com objectivos militares e de cobrança de impostos. Quando eram decretados, as populações deslocavam-se aos seus locais de origem onde faziam o registo de pessoas e bens junto das autoridades.O início da normalização internacional dos recenseamentos da população e a recomendação para a sua realização de dez em dez anos, remonta a 1853, ano em que teve lugar o Congresso Internacional de Estatística em Bruxelas.O I Recenseamento Geral da população portuguesa, a reger-se pelas orientações internacionais, marcando o início dos recenseamentos da época moderna, aconteceu em 1864. Seguiram-se os censos de 1878 e de 1890. Desde essa altura os recenseamentos da população têm acontecido, com algumas excepções, em intervalos regulares de 10 anos.Em 1935, com a criação do Instituto Nacional de Estatística, os recenseamentos passaram a ser realizados por este Instituto. Em 1970 decorreu em simultâneo o Recenseamento da População e o I Recenseamento da Habitação.Para harmonizar o calendário dos censos da União Europeia, o recenseamento de 1980 foi transferido para 1981. Desde essa data que os censos são feitos de dez em dez anos, tendo o último acontecido em 2011.Nos censos deste ano, o Instituto nacional de Estatística quer que as respostas sejam dadas por via electrónica, garantindo assim a qualidade dos resultados e a segurança de saúde da população. Num mundo cada vez mais marcado pelas novas formas de comunicar é preciso ter em conta que ainda há muitas pessoas info-excluídas, que não podem ficar para trás. É por estas e por outras que o papel dos recenseadores deve ser devidamente valorizado.