A época do Entrudo tem associada a promoção de muitos dos produtos endógenos

deste vasto território que é abraçado e serpentado pelas águas do Côa, do Douro, do Mondego e do Zêzere. Do singular queijo Serra da Estrela, aos apaladados enchidos, sem esquecer o pão caseiro, o mel, as amêndoas e o vinho em altitude, há, por aqui, de tudo um pouco para nos encher de honra e cumplicidade. Se a tudo isto juntarmos património, tradições e natureza, podemos dizer que estamos num território único e cheio de potencialidades que é preciso valorizar.
E as gentes que por aqui vivem?! São as pessoas que dão vida e tornam ainda mais ricos e atraentes os povoados espalhados por todo este vasto território. Esta gente é única na forma de bem receber e quase sempre com a mesa posta.
As iniciativas, que ao longo dos próximos dias se espalham por tantos lugares, costumam atrair grande número de visitantes. Manteigas, Sabugal, Pinhel, Trancoso, Celorico da Beira, Seia, Figueira de Castelo Rodrigo e Vila Nova de Foz Côa são alguns dos lugares de referência para quem procura experiências únicas em torno de que de melhor esta região tem para oferecer. Há lugares que se vestem com o encanto das amendoeiras em flor e outros que cativam pelos sabores da gastronomia. Uma vastidão imensa de experiências únicas e próprias destes territórios que merecem ser conhecidos e procurados.
Num ano em que a falta de chuva começa a ser preocupante, é imperioso olhar de forma diferente para a riqueza e qualidade daquilo que por aqui se produz. Os mercados municipais continuam a ser o espelho do esforço e da persistência da nossa gente. Mesmo na adversidade não baixam os braços, não desistem. Hoje mais do que nunca é tempo de olhar para o que é nosso, para o que é produzido nos nossos campos, na nossa região. Só com o empenho e a colaboração de todos esta região pode continuar a ter futuro e isso também passa pelos pequenos gestos de cada dia.