O ar e a saúde são duas qualidades que deviam fazer da Guarda uma cidade apetecível.

Do alto dos seus 1056 metros de altitude tem uma vista privilegiada sobre toda a região que se prolonga, além fronteira, para terras de Espanha. Se a localização estratégica lhe conferiu o estatuto de Forte, foi no de Fria que ganhou mais aptidão para o ar puro e são que ainda se vai respirando.
Em 2002, a Guarda foi distinguida pela Federação Europeia de Bioclimatismo com o título de primeira “Cidade Bioclimática Ibérica”, tudo por causa da salubridade e pureza do ar que aqui se respira.
A construção de um sanatório dedicado à cura da tuberculose fez da Guarda uma cidade vocacionada para a saúde e bem-estar das pessoas. À volta do antigo sanatório foram surgindo outras valências que com o tempo perderam importância e influência. Se olharmos para o momento presente, damos conta de que, em termos de saúde falta quase tudo e, também neste sector, é preciso “fazer o que ainda não foi feito”.

Um dia depois de termos celebrado Dia Mundial da Saúde Mental (10 de Outubro), a Guarda foi convidada a participar numa Semana Aberta, promovida por uma instituição que aqui desenvolve um trabalho que muitas vezes passa despercebido. A Casa de Saúde Bento Menni, no Bairro da Luz, presta cuidados diferenciados e humanizados, em saúde mental e psiquiatria. Esta Instituição das Irmãs Hospitaleiras do sagrado Coração de Jesus desenvolve um conjunto de intervenções que vão da prevenção, ao tratamento, reabilitação e integração das pessoas com doença mental. Neste campo a Guarda está bem e recomenda-se. O serviço é prestado de forma muito humana e profissional. Em tudo na vida é importante gostar daquilo que se faz e a Casa de Saúde Bento Menni gosta sempre de fazer bem. Se outros tivessem o mesmo cuidado, a Guarda seria, com toda a certeza, a ‘Cidade da Saúde’.

O Dia Mundial da Saúde Mental pretende chamar a atenção pública para a questão da saúde mental global, e identificá-la como uma causa comum a todos os povos, ultrapassando barreiras nacionais, culturais, políticos ou sócio-económicas. Neste campo continua a ser muito importante combater o preconceito e o estigma à volta da saúde psicológica.
Criada em 1992, pela Federação Mundial de Saúde Mental (World Federation for Mental Health), esta data parece fazer todo o sentido, não fossem os distúrbios mentais, uma das principais doenças incapacitantes do século XXI. Os dados não deixam dúvidas ao apontarem as doenças mentais e, particularmente a depressão, como o factor de maior risco de suicídio.