Ninguém se pode sentir excluído 

A situação pandémica que o mundo está a viver, desde o início de 2020, continua a marcar a agenda da sociedade em geral e dos políticos em particular. A programação de iniciativas está cada vez mais dependente dos números, de pessoas infectadas, que são divulgados diariamente. Depois de algum tempo de facilitismo, por ocasião do  Natal, voltaram a soar os alarmes e, tudo aponta para novo recolher obrigatório, já a partir desta semana. Ao contrário do que alguns possam pensar e querer, a pandemia não dá tréguas, mesmo numa altura em que a vacina parece garantir algumas razões de esperança.  Sempre se ouviu dizer que “cautelas e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém” e, em relação à Covid19, todos os cuidados parecem ser poucos. Nesta guerra também não há tempo para baixar nem limpar armas e, por isso, terão de ficar para ocasião mais propícia os beijos e abraços, bem como as reuniões alargadas de família e amigos. A colaboração e o envolvimento de todos nunca foram tão importantes como agora. Ninguém se pode sentir excluído desta luta contra um vírus que não tem em conta a idade, proveniência ou estatuto social. Na Mensagem para o 29.º Dia Mundial do Doente, que se celebra a 11 de Fevereiro, o Papa sublinha importância da proximidade e elogia papel dos profissionais de saúde.O texto refere que cada doente tem “um rosto”, lembrando as pessoas que “se sentem ignoradas, excluídas, vítimas de injustiças sociais que lhes negam direitos essenciais”.“A actual pandemia pôs em evidência muitas insuficiências dos sistemas de saúde e carências na assistência às pessoas doentes”. Na luta contra esta pandemia torna-se imprescindível o acesso aos cuidados médicos aos idosos, aos mais frágeis e vulneráveis.“Investir recursos nos cuidados e na assistência às pessoas doentes é uma prioridade ditada pelo princípio de que a saúde é um bem comum primário”, lembra o Papa.