“Acorda-me cedo. Mas devagarinho, que hoje temos tempo.

E para onde vamos, tempo é coisa que não falta. Leva-me à terra mais alta de Portugal, onde se respira a mais pura natureza. A terra que está sempre perto e onde estamos perto de muita coisa boa. Dá-me a tua mão. Leva-me por trilhos de pastores, que nos contam lendas de castelos. Vamos ver arte rupestre. Quero neve. Quero sol e mergulhar no rio. Depois, seguir a corrente até uma das aldeias históricas, onde as pessoas guardam as tradições no coração. E ao fim do dia, sentar-me à mesa e saber a que sabe a Guarda”.

O Município da Guarda lançou esta semana uma nova campanha de promoção da cidade, do concelho e da região. No dia em que a Guarda assinalou o 819º aniversário da atribuição de foral pelo rei D. Sancho I, a cidade começou a apostar numa nova imagem para conquistar o País e região vizinha de Castela e Leão. ”Guarda-me: Uma Rota para Fazermos Juntos” é o convite lançado nesta campanha, a todos os que gostam de novos desafios e aventuras.
A partir da Guarda é possível ir ao encontro de um interior ainda muito desconhecido e por explorar. Numa região onde há sol, neve e muita água a serpentear em vales imensos e a perder de vista, é possível usufruir de momentos únicos numa simbiose perfeita com a natureza. Longe da balburdia dos ditos centros turísticos, nestes recantos de um Portugal perdido, há património nunca visto e capaz de surpreender mesmo os mais viajados.
Há rotas de um património religioso que só os daqui conhecem e vivem, mas que o despovoamento nos quer tirar. A grandiosidade e simplicidade das romarias da Senhora da Ajuda, da Alagoa, de Assedasse, da Misericórdia ou da Saúde, merecem um olhar atento tanto pela sua religiosidade como pelo envolvimento comunitário que provocam.
Castelos, palácios, pontes, casas senhoriais, igrejas e capelas, há uma imensidão de património construído que é preciso valorizar e promover.
Nas capeias e jogos populares é possível descobrir tesouros imateriais fabulosos de uma raia onde todos os verões, os filhos espalhados pelo mundo, regressam às raízes. O pastorear de gado, pela imensidão do planalto beirão ou nas encostas das serras, dá a estes lugares um movimento próprio e condizente com cada tempo.
E quando nos sentamos à mesa? Também aí há sabores únicos e irrepetíveis que a tradição foi passando de geração em geração. Quem prova nunca mais esquece e quer sempre repetir.
Com uma Serra central, pintada pelo branco da neve no Inverno e pelo dourado do sol no Verão, a Guarda ergue-se como sentinela vigilante acolhendo no seu regaço uma vasta região.
Da Guarda e para a Guarda convergem todos estes caminhos que, mesmo os cá vivem, são convidados a redescobrir.