As luzes começaram a brilhar.

Nas cidades vilas e aldeias, há sinais de festa e maior agitação. Nas ruas e ruelas, há gente que vai circulando apressada e sem tempo. De uma forma quase espontânea, há um sentimento de procura da novidade, muitas vezes traduzida numa ou outra peça de roupa mais vistosa ou no calçado mais apropriado para a época do frio. Também há quem se deslumbre com as novidades tecnológicas que mudam num abrir e fechar de olhos, ou até mesmo com os últimos modelos de automóveis. 
Numa sociedade cada vez mais moldada pelo consumo, a máquina da publicidade está programada para fazer despertar necessidades inexistentes. Vivemos a era do descartável, apesar de muitos se proclamarem defensores acérrimos do ambiente e de tantas outras modas do momento. Somos induzidos a viver os grandes acontecimentos de cada ano de uma forma quase automática.
 No último Domingo teve início, para os cristãos, o tempo de Advento que deve ser um tempo de esperança, mesmo que aconteça a meio de uma pandemia que persiste em estar connosco, em ceifar vidas, em encher hospitais, em confinar-nos, em privar-nos dos abraços mesmo em família. Este é um tempo que nos ajuda a compreender que todos somos importantes para vencer esta contrariedade. 
Neste Advento os cristãos de forma especial são convidados a esperar o Senhor com alegria mesmo no meio das tribulações.
“Erguei-vos e levantai a cabeça porque é justamente nos momentos em que tudo parece estar acabado que o Senhor vem para nos salvar; esperá-lo com alegria mesmo no meio das tribulações, nas crises da vida e nos dramas da história”, lembrou o Papa, no primeiro Domingo do Advento, como preparação para o Natal do Senhor.