Este Domingo, 26 de Maio, é dia de eleições, na União Europeia. Os cidadãos são convidados a escolher os seus representantes no Parlamento Europeu.

Tal como acontece em todos os actos eleitorais cada voto conta para cimentar a democracia, a liberdade e a pluralidade de opinião.
Apesar deste sentimento tão nobre, o espectro da abstenção parece ensombrar este acto eleitoral. Há quem não saiba que o Parlamento Europeu toma grandes decisões.

Por exemplo, quando votamos estamos a escolher quem nos representa em decisões relacionadas com o desenvolvimento da economia, com a redução do consumo de energia, com a segurança dos alimentos, etc. Quando votamos, escolhemos quem toma estas decisões e o que elas podem significar para o tipo de mundo em que queremos viver.

Como europeus, enfrentamos o desafio da migração, das alterações climáticas, do desemprego dos jovens, da privacidade dos dados. Sabemos que vivemos num mundo cada vez mais globalizado e competitivo. Ao mesmo tempo, se olharmos para o que está a suceder com o Reino Unido, com o Brexit, damos conta de que a União Europeia não é um projecto irrevogável e terminado. Embora a grande maioria dos cidadãos que vivem na União Europeia considerem a democracia como um dado adquirido, damos conta da ameaça crescente, tanto nos princípios como na prática.

É por estas e por outras que, como dizem os candidatos, todos os votos contam. Em Portugal, a partir dos 18 anos de idade, todas as pessoas têm direito de voto. Verificadas certas condições, também é possível votar no estrangeiro. Não adianta arranjar desculpas esfarrapadas e deixar que os outros decidam por nós.

Em 2019, os eleitores portugueses elegem 21 eurodeputados, ou seja, o mesmo número do que nas eleições de 2014. Desta vez há dezassete partidos que constam do boletim de voto: Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP); Partido Democrático Republicano (PDR); Pessoas-Animais-Natureza (PAN); Partido Socialista (PS); Aliança-A; Partido Nacional Renovador (PNR); Nós Cidadãos (NC); Partido Trabalhista Português (PTP); Partido Social Democrata (PPD/PSD); Bloco de Esquerda (BE); Iniciativa Liberal (IL); Movimento Alternativa Socialista (MAS); CDS - Partido Popular (CDS-PP); Partido Unido dos Reformados e Pensionistas (PURP); Coligação Basta; Livre (L); Coligação Democrática Unitária (CDU).

No meio de todo este enredo há pelo menos uma certeza: Ninguém se pode queixar da falta de opções. Por isso, este Domingo, todos somos convidados a exercer o nosso direito de voto.