O segundo Domingo de Páscoa, ou de Pascoela, também é chamado Domingo da Divina Misericórdia, por determinação de São João Paulo II, durante seu pontificado, depois da canonização da compatriota polaca Santa Faustina Kowalska.


O decreto foi emitido no dia 23 de Maio do 2000 pela Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, onde é anunciada esta comemoração no segundo domingo de Páscoa. A denominação oficial deste dia litúrgico será “segundo domingo de Páscoa ou Domingo da Divina Misericórdia”.
Neste domingo a Igreja celebra a Instituição do Sacramento da Penitência. Aparecendo aos Apóstolos reunidos no Cenáculo – no domingo da Ressurreição – Jesus disse: “Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”.
A Irmã Faustina Kowalska é considerada pelos teólogos como uma pessoa que faz parte de um grupo de notáveis místicos da Igreja. Nasceu no dia 25 de Agosto de 1905, em Glogowiec, na Polónia. Desde criança que se distinguiu pela piedade, pelo amor à oração, pela diligência e obediência, e ainda por uma grande sensibilidade à miséria humana. Entrou para a vida religiosa em 1924 na Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia. Escreveu, a pedido do confessor, as suas vivências místicas, que ocupam algumas centenas de páginas. Faleceu em 5 de Outubro de 1938. Foi canonizada no dia 30 de Abril de 2000.
Assim, o Domingo de Pascoela passou também a ser conhecido por Domingo da Divina Misericórdia.
O tempo pascal é rico em tradições e manifestações populares de fé.
A segunda-feira dos Prazeres, a da semana de Pascoela, é dia de feriado municipal em algumas localidades. No concelho do Sabugal, por exemplo, a data é assinalada com três importantes romarias religiosas: a Senhora da Graça, no Sabugal, a Senhora dos Prazeres, em Aldeia Velha, e a Senhora da Granja (designação local da Senhora dos Prazeres), no Soito. Desde tempos imemoriais que estas localidades vivem a alegria da Páscoa através da celebração festiva de Nossa Senhora. É dia de merendas no campo e de muito convívio familiar.
Esta celebração marcava o início das sestas, um tempo de descanso, ao início da tarde, para os que tinham uma vida de trabalho árduo, desde o nascer ao pôr-do-sol, na amarga preocupação do ganha-pão de cada dia. É tempo de lançar as mãos ao arado e à enxada, agora ao tractor e outras ferramentas mais sofisticadas, para o amanho das terras. Começa o tempo das sementeiras.
Para o povo trabalhador, a segunda-feira de Pascoela ainda é dia de festa, de descanso e de encontro de amigos.