No dia 1 de Novembro, a Igreja celebra a solenidade de Todos-os-Santos. Num mesmo acontecimento são recordados todos os santos, conhecidos e desconhecidos.


Esta celebração remonta ao século II, quando os cristãos começaram a honrar os que tinham sido perseguidos e martirizados por causa da sua fé.

O Papa Gregório III, no século VIII, dedicou uma capela, em Roma, a todos as pessoas que tinham vivido de acordo com o Evangelho e por isso eram consideradas santas. Ordenou que a solenidade fosse celebrada a 1 de Novembro. Ainda assim acontece no tempo presente.

Em boa hora, a Igreja deu conta de era impossível elevar à honra dos altares todos aqueles que ao longo da vida se distinguem pelas suas obras e são referência para os outros. O povo sabe fazer muito bem esse escrutínio e vai dando o estatuto de Santo a tantas pessoas que se destacam pelas suas virtudes heróicas.

Gente simples, gente do povo, que soube viver de forma simples e desprendida. Gente de mãos abertas e acolhedoras. Gente de justiça e paz. Gente que soube construir pontes em vez de muros.

Em muitos lugares, o dia 1 de Novembro também é conhecido como o Dia de Pão por Deus. A data é celebrada de maneira particular pelas crianças, que vão de casa em casa com um saquinho a fim de recolher ofertas, como castanhas, nozes, figos e doces. Uma tradição bem portuguesa que merece ser aprofundada e conhecida.

Muitas vezes, por ser feriado, o Dia de Todos-os-Santos acaba por ser confundido com o Dia de Fieis Defuntos que tem lugar a 2 de Novembro. Este dia é dedicado a homenagear todos os que já morreram. Os cemitérios enchem-se de gente que recorda familiares e amigos. É o reencontro com as raízes, com os lugares de referência.