Dia de Frei Pedro da Guarda

Nos primórdios do Cristianismo a Eucaristia começou a ser celebrada sobre as sepulturas dos mártires, venerando assim a sua memória. O aniversário de morte, que era chamado de dies natalis, tornou-se assim a grande referência para recordar todos aqueles que, neste mundo, se distinguiram pelas suas virtudes heróicas e que a Igreja foi apresentado como modelo de santidade. O aniversário de morte passou a ser o principal critério para definir o dia dedicado a cada santo.Vem esta simples reflexão a propósito de um Frade Franciscano que nasceu na Guarda e morreu com fama de santidade em Câmara de Lobos, na ilha da Madeira.Na Guarda, desde há muito que ouvimos falar do Largo Frei Pedro e mais recentemente na Fundação Frei Pedro. Não fossem estas duas evocações e o pobre Frade passava praticamente despercebido para as gentes da sua terra. Também não admira pois como diz o ditado popular “Santos da terá não fazem milagres”. Desde há muito que o Jornal A GUARDA vinha reclamando o restauro do painel de azulejos evocativo da memória deste grande Homem que um dia saiu da Guarda para ganhar o carinho e admiração do povo de Câmara de Lobos. Como ‘água mole em pedre dura tanto dá até que fura’, a nossa persistência foi finalmente atendida e, na última semana, os azulejos foram restaurados. Mais do que isso, de um momento para o outro a autarquia parece ter dado conta da importância deste Homem e até está disposta a requalificar o “Largo Frei Pedro da Guarda” e para relançar a Causa da Canonização, o dia 27 de Julho, passa a ser consagrado como “Dia de Frei Pedro da Guarda”. Este dia assinala a morte de Frei Pedro da Guarda, no já longínquo ano de 1505.