O mês de Janeiro é pródigo em datas e acontecimentos.

O primeiro dia do Ano é dedicado à Paz na evocação de Santa Maria, Mãe de Deus. A Sagrada Família, os Reis e o Baptismo de Jesus completam o Tempo de Natal que esvoaça num instante.
Seguem-se as festas de alguns dos Santos mais populares, com grande tradição entre o povo. Há muitos lugares onde se evoca e celebra Santo Amaro, no dia 15; Santo Antão, no dia 17; São Sebastião, no dia 20; Santa Inês, no dia 21; e São Vicente, no dia 22.
Estas celebrações continuam a atrair devotos não só da fé mas também das promessas e do convívio. De forma simples e espontânea, acendem-se fogueiras perto dos lugares de culto para aliviar o frio do Inverno destas terras agrestes, bem como para grelhar os primeiros enchidos do ano que hão-de matar a fome aos peregrinos.
As arrematações de outros tempos quase desapareceram e, por isso, é preciso ir prevenido para que a merenda seja abundante e possa juntar o maior número possível de comensais. O mais importante é manter viva a tradição mesmo que os tempos sejam diferentes e maior a abundância. É salutar ver gente de vários povos reunida à volta da mesma tradição, da mesma devoção e até da mesma mesa.
O mês de Janeiro tem também a particularidade de celebrar, no dia 24, o patrono dos jornalistas e escritores católicos, São Francisco de Sales. Este santo natural da Saboia (França), eleito bispo de Genebra foi um verdadeiro pastor do clero e dos fiéis, instruindo-os com os seus escritos e obras. Para assinalar a passagem do quarto centenário da sua morte, o Papa Francisco publicou uma Carta Apostólica que intitulou “Totum Amoris Est” (Tudo pertence ao Amor). Um documento simples mas profundo que pode inspirar jornalistas e escritores no anúncio de boas notícias.
Não poderia terminar esta incursão pelo mês de Janeiro sem fazer referência à Festa da Conversão de São Paulo que se assinala no dia 25. Esta celebração é o culminar de uma semana dedicada à oração pela unidade de todos os cristãos.