‘Rostos da Quaresma’ é o tema da campanha que está a ser promovida pela Rede Mundial de Oração do Papa em Portugal,

desde ontem, 6 de Março, até ao dia 20 de Abril. Num tempo e numa sociedade tão materialista ainda há quem lance o desafio da “oração diária por pessoas e causas concretas”.

Este projecto propõe, em especial às comunidades católicas que não esqueçam, nas suas intenções pessoais, durante esta Quaresma, todas as pessoas que são actualmente vítimas de dramas como “a violência doméstica” e a “exclusão social”.

A situação dos “refugiados”, dos “cristãos perseguidos”, os problemas da “família”, os “doentes” e os desafios que afligem os “cuidadores informais”, são outras das realidades que também não podem ficar de fora deste compromisso.

Os responsáveis da Rede Mundial de Oração do Papa em Portugal lembram que a Quaresma deve ser antes de mais “um tempo especial de conversão que se exprime no amor aos outros”, mas também “um processo de conversão interior, perante situações tão evidentes e tantas vezes ignoradas nos ocupados dias de cada um”. Quase sem darmos conta acabamos por passar ao lado de tantas situações que não podem nem devem ser banalizadas. Infelizmente, a pressa com que vivemos a nossa vida acaba por ser um condicionante a muitas das nossas acções.

A campanha ‘Rostos da Quaresma’ terá uma presença efectiva através da página da Rede Mundial de Oração do Papa em Portugal, das redes sociais e de outras formas com a apresentação diária de “uma imagem referente a pessoas e/ou causas, uma frase do Papa Francisco e uma oração”, lembrando as situações dramáticas que muitas pessoas e comunidades atravessam no mundo.

Acredito que a dignidade das mulheres também será uma das causas a ter em conta nesta campanha. Quando em 1977 as Nações Unidas proclamaram o dia 8 de Março como o Dia Internacional da Mulher tenho a certeza que o fizeram por ainda existirem muitas injustiças contra as mulheres. É nesse sentido que também a campanha ‘Rostos da Quaresma’ irá lembrar tantas situações dramáticas que muitas mulheres continuam a viver.