Já começou a contagem decrescente para a Jornada Mundial da Juventude em Portugal.

Acompanhei com atenção este grande encontro mundial que levou milhares de jovens ao Panamá, país da América Central, onde a lusofonia esteve bem representada e visível. A explosão de alegria dos participantes portugueses, ao anúncio do país organizador da próxima Jornada Mundial, também teve eco na Guarda. Largas dezenas de jovens quiseram partilhar o comum desejo de ter mais perto este acontecimento à escala mundial.

Muitos dos presentes tinham estado em Cracóvia, na Polónia, em 2022 e alguns eram repetentes de outras jornadas. Sentia-se uma vontade interior de poder viver novamente uma experiência que marca para a vida. Foi num misto de gratidão, alegria e algazarra que saudaram a escolha de Portugal como país organizador da Jornada Mundial da Juventude 2022.

Ainda sem data marcada, nem tema escolhido, a JMJ Portugal 2022, já entusiasma muitos jovens. Desta vez a probabilidade de poder participar é enorme e, por isso, houve logo quem começasse a fazer planos.

A Guarda vai ser uma cidade de referência para milhares de jovens peregrinos. Apesar das jornadas terem a sua centralidade em Lisboa, há lugares que podem e devem saber aproveitar bem este acontecimento. A centralidade da Guarda em relação a muitos que escolhem esta região, para entrar em Portugal, tem de ser devidamente encarada e aproveitada não apenas pelos responsáveis da Igreja mas também pelos autarcas eleitos. Neste processo, todo o tempo é pouco e quem chegar primeiro mais terá a ganhar.

A união de esforços, os contactos junto das comunidades de Espanha, França e até mesmo dos Países da América Latina, cujos jovens hão-de chegar via Madrid, têm de começar agora. Podem dizer que a próxima Jornada ainda vem longe, que é só em 2022, que ainda falta muito tempo mas a contagem decrescente já começou.
O tempo não pára e o Panamá já ficou para trás.