Chamados a intervir

“Não podemos calar o que vimos e ouvimos” é o tema do Dia Mundial das Missões, que se assinala este domingo, 24 de Outubro. Numa sociedade cada vez mais virada para o consumismo, para o imediato, são poucos os que ainda têm coragem de manifestar publicamente as suas convicções, como pessoas empenhadas e comprometidas. No testemunho diário “não são precisas histórias extraordinárias”, mas sim “histórias pessoais”. É nesse sentido que os cristãos são chamados a intervir, sem medo de críticas ou repressões. A Igreja não pode ficar entre as paredes de uma qualquer construção e continuar a falar para dentro. Precisa de ir para a rua, precisa de dar testemunho através de palavras e obras. “Podemos pensar que a nossa vida cristã é muito banal. Que não temos nada a dizer nem a contar. Mas se ainda somos cristãos é porque Jesus Cristo nos agarrou, nos surpreendeu, nos amou, nos acompanhou, nos encorajou e nos ergueu, cada um nas suas diferentes circunstâncias, mas sempre pelo seu poder salvador”, refere a apresentação do Guião Missionário deste ano. Este Outubro Missionário acontece quando as dioceses católicas de todo o mundo estão a participar num Sínodo, por decisão do Papa Francisco, que irá promover a auscultação e mobilização das comunidades, durante dois anos.A 16ª assembleia geral do Sínodo dos Bispos vai decorrer em Outubro de 2023, sendo precedida por um processo inédito de consulta, com assembleias diocesanas e continentais.Neste processo é importante que seja ouvido o maior número de pessoas através de uma consulta onde todos são convidados a participar. A Diocese da Guarda também está envolvida nesta caminhada sinodal onde todos são importantes e onde todos contam. Ninguém pode ficar para trás e, por isso, haverá diversas formas de participar a partir dos arciprestados, das paróquias, dos movimentos, das instituições e associações e até mesmo de ambientes de fora da igreja.Também aqui, todos são chamados a intervir.