Portugal vai comemorar o dia da liberdade, esta segunda-feira, 25 de Abril.

A data assinala a revolta dos militares portugueses, que a 25 de Abril de 1974 promoveram um golpe de Estado militar com o objectivo de acabar com uma ditadura que durou 41 anos.
Neste processo teve um papel determinante o Movimento das Forças Armadas, que integrava militares que tinham participado na Guerra Colonial, bem como estudantes universitários.
Com o apoio do povo, o exército acabou por depor o presidente de Portugal, Marcello Caetano, que acabaria por se exilar no Brasil.
Apesar de todo o aparato militar, a vitória sobre o regime presidido por Salazar foi alcançada praticamente sem violência. O cravo, oferecido aos soldados por uma mulher, em sinal de agradecimento, tornou-se o símbolo de uma revolução praticamente pacífica.
Depois de 1974, o dia 25 de Abril, em Portugal, passou a ser conhecido como o Dia da Liberdade e o dia da Revolução dos Cravos, ganhando mesmo o estatuto de feriado nacional onde se recorda a importância da liberdade no país.
Passados que são 48 anos da revolução, Portugal continua a celebrar a liberdade, mostrando ao mundo a força e o querer de um povo orgulhoso do seu percurso e da sua história.
Nestes dias marcados por guerras e conflitos, as imagens de destruição devem inspirar uma nova ordem internacional, que procure a paz. A Comissão Nacional de Justiça e Paz  lembra que “todos os dias vemos imagens de destruição de morte, de pessoas que fogem e que deixam tudo, deixam a sua família, têm de separar-se da sua família para ter um lugar mais seguro. Vemos imagens de massacres de inocentes”.
Para que a liberdade e a paz sejam possíveis, hoje, mais do que nunca, torna-se necessário o diálogo entre os povos.