Há cavaleiros e cavaleiros.

Falar da Ordem Militar de Santiago,uma ordem religiosa militar de origem castelhano-leonesa instituída por Afonso VIII de Castela e aprovada pelo Papa Alexandre III, mediante bula papal outorgada em 5 de Julho de 1175, faz-nos recuar no tempo. Sabemos que esta Ordem foi fundada com o propósito de lutar contra os invasores muçulmanos, bem como proteger os peregrinos do Caminho de Santiago.
A peregrinação para venerar as relíquias do apóstolo Santiago Maior, na catedral de Santiago de Compostela, foi criando rotas e deixando marcas espalhadas por um vasto território a partir de muitos pontos da Europa. O Caminho tornou-se um itinerário espiritual e cultural de primeira ordem, que é percorrido por dezenas ou centenas de milhares de pessoas todos os anos e, também por isso, foi declarado Primeiro Itinerário Cultural Europeu em 1987 e Património da Humanidade, na Espanha em 1993 e na França em 1998.
Passados tantos séculos, os Caminhos de Santiago, usados pelos peregrinos que afluem a Santiago de Compostela desde o século IX, continuam a ter protectores distintos e destemidos.
Na Guarda, o caminho de Santiago tem merecido, ao longo dos últimos anos, a atenção do Clube Escape Livre, presidido por Luís Celínio Antunes, agora nomeado cavaleiro da Ordem do Caminho de Santiago. A cerimónia de investidura teve lugar no Parador dos Reis Católicos em Santiago de Compostela, no passado sábado, 16 de Julho.
A ordem do Caminho de Santiago promove o caminho a nível nacional e internacional estando representada em 36 países e é formada por personalidades mundiais de todos os sectores: político, financeiro, empresarial, judicial, eclesiástico etc.
Sem dúvida, uma nomeação merecida e justa, pela forma como o Clube Escape Livre passou a fazer do Caminho de Santiago “um percurso constante nas actividades do Clube Escape Livre com partida de Trancoso ou da Guarda”.