Envolver as colectividades, as pessoas, os lugares, as tradições e os patrimónios, na candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura, é, sem dúvida, uma grande aventura. Em boa hora, a autarquia decidiu por mãos à obra e trilhar um caminho que tem tanto de fascinante como de exigente.

O título de Capital Europeia da Cultura tem um impacto grande e duradouro, não apenas na cultura mas também em termos sociais e económicos, tanto para a cidade como para a região. Tem sido assim com todas as cidades que já beneficiaram deste estatuto.
A iniciativa Capital Europeia da Cultura aproxima as pessoas e mostra como a cultura pode transformar para melhor as cidades e regiões.

Começar de baixo para cima, sem pressas, mas com tempo, parece ser esta a forma de trabalhar da Comissão da Candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura 2027.
Disseram que vai ser uma candidatura “de território” e é desta maneira que a cidade mais alta do país pretende “ganhar essa competição”. Um território que será alargado a outras regiões e mesmo além fronteira, até Salamanca.

A Guarda tem em mãos um grande desafio que só será superado com um trabalho sério, profundo, realista, conhecendo as próprias capacidades. Neste processo é preciso dar força à identidade cultural deste povo resistente, sadio e duro, qual diamante por lapidar. O Cantar das Janeiras, em Dia de Reis, foi um exemplo vivo do muito que há para desvendar no caminho da Guarda a Capital Europeia da Cultura 2027.

Já agora, sabia que em 2018, as Capitais Europeias da Cultura foram Valeta, em Malta, e Leeuwarden, nos Países Baixos e que desde o dia 1 de Janeiro de 2019, e durante um ano, este título pertence a Plovdiv, na Bulgária e Matera, em Itália.