Campanha com elevação

Estamos a caminho de um Verão movimentado e agitado, em termos políticos, num ano de eleições autárquicas. No dia 26 de Setembro, os eleitores são chamados a pronunciarem-se sobre as escolhas em relação aos novos decisores políticos. Desta vez, as eleições são de proximidade e têm a ver com os lugares concretos em que vivemos e trabalhamos. Envolvem pessoas que conhecemos e com quem lidamos no nosso dia-a-dia.De forma geral, os eleitores seguem com mais atenção a movimentação que é feita em torno da escolha dos candidatos a cada assembleia de freguesia, a cada assembleia municipal e a cada autarquia. Por regra, as eleições autárquicas são as que registam mais afluência às urnas e menos abstenção.Numa altura em que se perfilam muitos candidatos nesta corrida, é importante estar atento às pessoas, às propostas e aos desafios que vão aparecendo. Na Guarda, por exemplo, já apresentaram a candidatura à presidência da Câmara Municipal seis candidatos. Da direita à esquerda, passando até por independentes os eleitores têm muitas possibilidades de escolha. Francisco Dias (Chega), Luís Couto (PS), Honorato Robalo (CDU), Carlos Chaves Monteiro (PSD), Jorge Mendes (Bloco de Esquerda) e Sérgio Costa (Movimento Independente Pela Guarda) são, até ao momento, os candidatos que já apresentaram a candidatura e mostraram vontade de liderar a autarquia capital do distrito ao longo dos próximos 4 anos. De certeza que todos quererão o melhor para um concelho cada vez mais despovoado, mais abandonado e esquecido pelo poder central. Um território que aspira por melhor saúde, mais empenho no sector social, maior envolvência na cultura, na educação, no desporto e nas causas ambientais, sem esquecer a economia e a aposta nas potencialidades da diáspora. De forma clara, concisa e com elevação, os candidatos devem elucidar os eleitores sobre o que os move nesta corrida e, no contar dos votos, que ganhe o melhor.