Ano Novo, vida igual

Contradizendo o ditado popular, este ano novo começa com os mesmos problemas que terminou 2020. A pandemia provocada pela Covid19 não dá tréguas e há mesmo situações muito preocupantes na região. Que o digam os concelhos de Mêda, Pinhel e Fornos de Algodres que foram obrigados a avançar com medidas extraordinárias para tentar controlar o avanço da situação epidemiológica. O Governo teve de prorrogar os programas de apoio para reforço de recursos humanos em equipamentos sociais, nomeadamente em estruturas de apoio a idosos em situação de surto. As brigadas de intervenção rápidas criadas, continuam a intervir nas instituições em situações de surto em que foi preciso recorrer a uma equipa externa por incapacidade de haver recursos humanos disponíveis.Parece uma corrida contra o tempo e contra a própria epidemia no sentido de evitar males maiores. O cancelamento das aulas presenciais foi outra das medidas adoptadas por algumas autarquias para tentar controlar uma situação que parece cada vez mais descontrolada. O início da vacinação apareceu como uma réstia de esperança, principalmente para os profissionais de saúde e para os mais vulneráveis.  O aumento do desemprego, o encerramento de empresas e comércios são outras das situações que vêm ensombrar ainda mais a já por si débil situação económica que vivemos. Pelo meio, o Governo anuncia o aumento do salário mínimo nacional esquecendo-se de que a corda está cada vez mais apertada e vai asfixiar muitas das entidades promotoras de emprego. O país parece mergulhado numa crise sem precedentes para a qual precisa de encontrar caminhos novos e soluções equilibradas. Hoje mais do que nunca é necessário olhar para dentro, consumir o que é nosso, valorizar os nossos recursos. Só com a colaboração e o empenho de todos é possível um ano novo com vida nova.