Podia ser o título de um livro ou de um filme de cinema mas, neste caso, nem uma coisa nem outra.

Os momentos difíceis que a Europa e o Mundo estão a viver, devido a uma guerra sem tréguas, que põe frente a frente dois povos irmãos, têm motivado reacções verdadeiramente surpreendentes de um e outro lado da barricada.
As armas continuam em riste e os bombardeamentos destroem casas, vidas e famílias. Os apelos ao diálogo são constantes mas pouco ou nada eficazes. Ninguém quer perder, mas a verdade é que todos estamos a perder.
Para quem vive esta guerra à distância, provocada pela invasão da Rússia à Ucrânia, não é fácil encontrar palavras para descrever tanto sofrimento e tanta destruição.
No meio de todo este conflito ainda há gestos de esperança e de amabilidade. De uma forma quase natural e espontânea o mundo uniu-se em solidariedade para com as vítimas desta tragédia. São muitos os gestos de ajuda que foram aparecendo ao longo das últimas semanas. Desde os mais pequeninos aos mais velhos, todos querem ajudar. É aqui que têm um papel importante as instituições e organizações com provas dadas ao longo dos tempos, em contextos de catástrofe e de guerra.
De entre elas, destaco a Cáritas, pois estamos a viver a Semana Nacional da Cáritas.
“A missão da Cáritas – o amor que transforma – é animar a nossa solidariedade com a delicadeza da amabilidade, para podermos viver efectivamente a nossa vida com todos, numa só família humana”, escreve D. José Traquina, Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana.
O Papa Francisco, na encíclica Fratelli Tutti, diz-nos que, se formos amáveis, seremos capazes de “prestar atenção, oferecer um sorriso, dizer uma palavra de estímulo, possibilitar um espaço de escuta no meio de tanta indiferença. Este esforço, vivido dia a dia, é capaz de criar aquela convivência sadia que vence as incompreensões e evita os conflitos. O exercício da amabilidade não é um detalhe insignificante nem uma atitude superficial ou burguesa. Dado que pressupõe estima e respeito, quando se torna cultura numa sociedade, transforma profundamente o estilo de vida, as relações sociais”.