A Guarda faz anos

A Guarda celebra o Dia da Cidade esta sexta-feira, evocando a data em que D. Sancho I lhe concedeu Foral, a 27 de Novembro de 1199. São 821 anos de história e de vida marcados por tantas mudanças, ao longo dos séculos. Da primitiva cidade pouco ou nada resta ficando, do passar do tempo e da época das batalhas com Castela, parte do troço da muralha, com algumas das portas e a Torre de Menagem. Uma cidade antiga que não tem sabido preservar a sua identidade como urbe fortaleza e de montanha. Ao longo destes séculos de vida foram também desaparecendo muitas das características próprias de uma cidade que foi crescendo à volta da Catedral. Há muito que a nova urbanidade começou a esconder monumentos que, noutros tempos se avistavam desde longe, mesmo das fronteiras do concelho. A Guarda sempre se impôs na paisagem através dos contornos da Torre de Menagem, da Torre dos Ferreiros, da Sé Catedral e das igrejas de São Vicente e da Misericórdia. Nas últimas décadas, a cidade expandiu-se, muito rapidamente, em todas as direcções, mas com maior incidência para a zona da estação dos caminhos-de-ferro e das novas vias rodoviárias. Apareceram novas centralidades marcadas pelo ensino, pela saúde, pelo desporto, pela cultura e pela política. A Guarda quis acompanhar os sinais de modernidade, umas vezes bem, outras nem tanto. Este ano, no Dia da Cidade, a Guarda volta a olhar para o seu passado de cidade fortaleza dando vida a uma das portas da antiga muralha, tão esquecida até agora. Depois de tanto tempo inacessível, ao comum dos cidadãos, a Torre dos Ferreiros foi restaurada e reinventada para que todos a possam visitar. É a Guarda a despertar para a sua história e ao esmo tempo para a sua revitalização dando passos para uma nova cidade que tem de se afirmar cada vez mais pelo turismo de montanha. Bom seria que à Torre dos Ferreiros se juntasse, novamente, a Torre de Menagem que infelizmente se encontra sempre de portas trancadas.