A «Sapataria 997», localizada na Rua António Sérgio, na cidade da Guarda,

abriu as portas no dia 27 de Outubro de 2014 por iniciativa da empresária Nélida Gonçalves Pereira. A proprietária contou ao Jornal A Guarda que sempre trabalhou por conta de outrem, na área da Saúde. No ano passado, decidiu despedir-se da entidade patronal e criar o negócio por conta própria. “Depois de me despedir estive dois meses a tentar organizar-me, a ver de lojas, a escolher o espaço e a fazer pesquisas para chegar ao armazenista. Ou seja, até ter posto termo ao meu trabalho e iniciar a actividade na sapataria, estive praticamente dois meses e pouco”, contou. Quanto à escolha do ramo do calçado, Nélida Gonçalves Pereira referiu que ficou a dever-se ao facto de “adorar sapatos e tudo o que é acessório: carteiras e bijutarias. Nunca me puxou a ideia para as roupas”.
O forte do estabelecimento é o calçado de homem e de senhora, mas também tem uma pequena gama de criança. “Os artigos que vendo são todos portugueses e comercializo calçado com a insígnia da sapataria”, explicou. Referiu que por o calçado ser nacional “é de qualidade e é mais em conta”. A empresária orgulha-se de o lema da casa ser a qualidade e o preço dos produtos. “As pessoas querem qualidade e os artigos são de qualidade”, admitiu. Nélida Gonçalves Pereira faz um balanço positivo dos primeiros meses de funcionamento da loja: “Os tempos que correm são maus em todos os sectores, mas desde que dê para o dia-a-dia, para pagar as minhas contas e, no final sobrar um bocadinho, chega perfeitamente”.
A «Sapataria 997» já tem “clientes fidelizados” que ali compraram o calçado de Inverno e que nesta época do ano já estão a adquirir o de Primavera/Verão. “Tenho clientes que compram um par e encomendam logo outro, o que é óptimo para o negócio”, disse, indicando que os clientes são da cidade da Guarda e do concelho, mas também de Celorico da Beira, Pinhel e Sabugal.
Apesar da crise que o país atravessa, a empresária reconhece que as pessoas começam a comprar calçado “com qualidade”. “As pessoas estão a chegar ao ponto de comprarem menos, mas terem um calçado melhor”, observou. Referiu que a sua sapataria dá a possibilidade aos clientes de poderem adquirir artigos personalizados: “Dá para personalizar uma referência que tenha. Por exemplo, de uma sandália dá para mandar fazer uma sabrina ao gosto do cliente. E a fábrica tem respondido sempre aos meus pedidos”.
A sapataria funciona de segunda-feira a sábado com a presença de Nélida Gonçalves Pereira. O estabelecimento está aberto, de segunda a sexta-feira das 9.00 às 13.00 horas e das 15.00 às 19.00 horas e ao sábado das 9.00 às 13.00 horas e das 15.00 às 17.00 horas.
A empresária também desenvolve a vertente solidária. Ainda recentemente se associou ao empresário João Pina, fundador e presidente do Groupe Pina Jean, com sede em Montesson, França, que ofereceu 21 pares de sapatos e 21 livros às 21 crianças da Casa da Sagrada Família. “Espero continuar com a vertente solidária no que puder ajudar. Quando puder ajudar, eu ajudo. Faz parte do meu carácter e da minha forma de ser”, garantiu, indicando que neste momento, em colaboração com João Pina e Fátima Góis, está a providenciar no sentido de, durante o mês de Junho, serem entregues bens alimentares à Caritas Diocesana e à Junta da Guarda, para serem distribuídos por 112 famílias carenciadas do concelho. “Já contactei três hipermercados da cidade e aguardo resposta ao pedido para que os bens, no valor global de mil euros, possam ser entregues aos destinatários”, concluiu.