Greenfield SGPS desiste do projecto e entrega chave do imóvel

A recuperação do Hotel de Turismo da Guarda voltou á estaca zero. A Greenfield SGPS que tinha ficado com a posição contratual do imóvel, inicialmente assinada pelo consórcio MRG Property e MRG Construction, deixou de ter interesse no investimento e entregou as chaves na Câmara Municipal da Guarda, por indicação do Turismo de Portugal. Carlos Chaves Monteiro disse que “a Câmara da Guarda está empenhada em ajudar a encontrar alternativas para resolver o problema”. O concurso público foi lançado 1 de Agosto de 2017, com prévia qualificação, com vista à constituição de um direito de superfície, com vinculações, sobre o imóvel conhecido por Hotel Turismo da Guarda, na cidade da Guarda, visando a sua reabilitação e subsequente exploração como estabelecimento hoteleiro.De início a concessão foi atribuída ao Agrupamento constituído pelas empresas MRG - PROPERTY, SA e MRG - CONSTRUCTION, SA. O contrato de concessão foi assinado em 4 de Maio de 2019. De acordo com o programa Revive o projecto deveria incluir a instalação e exploração de um hotel de 4 ou 5 estrelas, ficando o futuro hotel com uma componente de formação assegurada, em articulação com instituição de ensino da região.O investimento total para a recuperação do edificado estava estimado em 7 milhões de euros e o início de exploração até Maio de 2022.O contrato de concessão de recuperação do Hotel de Turismo da Guarda foi assinado a 4 de Maio de 2018 pelo presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, e pelos representantes do consórcio MRG Property e MRG Construction.A concessão foi feita por 50 anos, no âmbito do programa Revive, e estimava-se na ocasião que o investimento total para a recuperação do edificado fosse de cerca de sete milhões de euros.Em Outubro de 2019, o consórcio MRG Property e MRG Construction, que ganhou o concurso para a recuperação do Hotel de Turismo da Guarda, cedeu a sua posição contratual à Greenfield SGPS.  Na altura o presidente da Câmara da Guarda, Carlos Chaves Monteiro, disse que com a Greenfield SGPS o Hotel de Turismo da Guarda “será vocacionado para o turismo de saúde no segmento de luxo” e terá cinco estrelas.Com forte presença no centro da cidade, o edifício de porte majestoso, foi construído em 1936 por iniciativa municipal, com projecto do Arquitecto Vasco Regaleira, na sequência de um concurso público do “hotel modelo” para as várias regiões do país, lançado pelo então “Comissariado de Turismo”. O Hotel foi inaugurado em 1947 e mais tarde, em 1958, ampliado e classificado de 3 estrelas, ficando com um total de 2 suites e 101 quartos, apoiados por restaurante, bar, piscina e pequeno jardim. O edifício possui uma imagem regionalista baseada no modelo das “Casas Portuguesas”, defendido pelo Arquitecto Raúl Lino, e com orientações pessoais do Engenheiro Duarte Pacheco, então Ministro das Obras Públicas e Comunicação. Apresenta um marcado ritmo de pilastras e elementos arquitectónicos de granito talhados a pico fino, sendo também marcantes a forma dos telhados e o volume central da entrada principal. Os interiores possuem paredes rebocadas à talocha, silhares de azulejos policromos, portas e guarda-ventos em madeira de castanho, pavimentos em ladrilho de granito e tectos com pinturas a fresco que imitam a técnica do século XVIII, bem como tectos em madeira de castanho.